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Jornalista de MS diz que terremoto no Chile foi pior experiência da vida

17 setembro 2015 - 12h53Por Rodson Willyams

Morando há três anos no Chile, a jornalista Amparim Plá Lakatos, de Campo Grande, descreveu os momentos de 'pânico' e de 'horror' que viveu ao passar pela primeira experiência de um terremoto na noite de ontem (16), considerado por especialistas como o maior ocorrido em 2015, que atingiu 8,3 de magnitude e provocou tsumanis na parte costeira do país. Já são dez mortos confirmados.

"É a primeira vez que eu passo, no último dia 15 completou três anos que eu vivo no Chile. Eu já tinha sentido 'temblores', apenas tremores leves pelo chão. Quando cheguei ao país fui morar na região sul do país. Mas esse foi o primeiro terremoto da minha vida e foi super assustador, mas aqui o povo já é calejado e espertos nisso e sabem o que fazer. O meu marido pegou na minha mão e saímos do prédio em que moramos", relatou a jornalista.


Amparim ainda relata com exatidão o que estava fazendo no memento em que ocorreu o tremor. "Eu sentei no meu terraço do prédio onde moro e não me dei conta do que estava acontecendo. Fiquei meio estática e só acompanhei o fluxo. A minha vizinha gritava muito e isso me deixou nervosa. Eu pensava:' meus Deus estou no 13° andar' e a minha vizinha gritando 'Jesus', 'Jesus'. Foi uma coisa horrível parecia que eu estava no mar e sem dúvidas foi a pior experiência que passei na minha vida e espero não passar mais".


A jornalista ainda relatou que hoje (17), o clima no país está mais tranquilo. "Depois do ocorrido tivemos mais de 60 réplicas tremendo o chão, quase não dormimos, mas os alarmes de tsunames foram desligados. E hoje Santiago está mais tranquila, as cidades costeiras é que foram as mais atingidas, mas para quem conhece ou tem parentes aqui, Santiago está mais tranquila", comentou.


Ao final da entrevista, Amparim mandou um recado para os amigos que estão no Brasil e que ficaram sabendo do terremoto ocorrido no país. "Quero agradecer a todas as vibrações que recebi. Foi tanta gente que se lembrou de mim e me desejou boa sorte e que iriam rezar por mim. Graças a Deus mantive contato com a minha família que moram aí na cidade, a comunicação não foi cortada e tudo não passou de um grande susto que não quero viver mais", finalizou.

Veja o vídeo pós terremoto no relato da jornalista: 

E o momomento em que viveu enquanto estava na sua residência: