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segunda, 21 de setembro de 2020
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Marquinhos mantém Enterro dos Ossos e força-tarefa vai garantir segurança de foliões

Força-tarefa vai definir, na tarde de hoje, detalhes para evitar que novos problemas aconteçam no entorno da Esplanada Ferroviária

08 março 2019 - 12h00Por Rodson Willyams

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) e os secretários, vereadores e organizadores de blocos de Carnaval decidiram, após reunião realizada na manhã desta sexta-feira (8), pela manutenção do Carnaval que acontece a partir das 14h até às 22h deste sábado (9), na Esplanada Ferroviária, em Campo Grande.

Marquinhos solicitou que se faça uma 'correção' para evitar que novos casos de depredação aconteçam ao entorno do evento. O prefeito reiterou que não houve problemas dentro do espaço reservado para a folia. "A falha, o problema, foi na dispersão. É justamente neste local que vamos aumentar a segurança. Dentro da Esplanada não tivemos problemas".

Uma equipe composta por membros das organizações dos blocos de Carnaval, Semadur, Sisep, Defesa e Segurança, Polícia Militar, além do Conselho Tutelar e do Ministério Público, fará uma reunião às 14h, que a princípio será na Sectur, para definir quais as melhores estratégias para garantir a segurança da população neste sábado.

Reunião

Durante a reunião, o prefeito relatou que, durante o período que estava em Brasília (DF), teria sido questionado sobre o cancelamento do evento após a divulgação das imagens de depredação pela imprensa. "Sou democrático e quero ouvir a opinião de vocês", disse.

Presente no evento, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) afirmou que esteve na Esplanada acompanhado da esposa e verificou que o município de Campo Grande se tornou responsável pelo maior Carnaval de rua do Estado, em número de pessoas, superando Corumbá.

Ele destacou que os casos de vandalismo não podem ser atribuídos à organização do evento. "Estive lá por quatro dias, o Carnaval foi tranquilo. Não podemos passar essa imagem negativa de vandalismo, como sendo responsabilidade dos blocos. Não é uma grade quebrada que a gente vai por tudo água abaixo".

Marquinhos ainda lembrou que em virtude das chuvas, teve que cancelar o outro ponto de festa. "Tive que dispor de valores para recuperar as vias".

Valdir Gomes (PP) apontou que muitos casos registrados foram de pessoas que não foram ao local com o objetivo de se divertir e sugeriu a presença de segurança à paisana, entre os foliões, redobrando a segurança. Ademir Santana (PDT) ainda relatou que chegou a ver a venda de bebida alcoólica a menores e sugeriu o aumento de fiscalização no local.   

O secretário especial de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja, justificou que foi necessário o uso da força para fazer a dispersão dos foliões, principalmente na terça-feira (5), em razão dos casos de depredação. Afirmou que haviam 500 pessoas sentadas nas grades, que acabou caindo. "O problema do Carnaval é a falta de educação das pessoas. O vandalismo causou prejuízo de R$ 60 mil".

Nilde Brum, titular das pastas de Cultura e Turismo do município, ressaltou que para este sábado a segurança vai ser redobrada, impedindo a entrada de vendedores ambulantes com isopor e também a entrada de bebidas com garrafas. 

Silvana Valu, organizadora do bloco Valu, pontuou que a Cultura é a única que devolve recursos para o município, fomentando o turismo e que o valor investido pela prefeitura é pequeno em razão do que movimentou no local. Ela pediu apoio do poder público no evento, uma vez, que a população está disposta a tomar as ruas, como aconteceu no domingo, em que a polícia registrou 30 mil pessoas no local, e não tinha evento programado para aquele dia.

Por fim, o prefeito demonstrou que o município tem interesse em manter o Carnaval e sugeriu que seja montado um cronograma para o evento de 2020. "Somos o maior o Carnaval em número de pessoas e agora queremos ser o mais seguro".

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