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Ministros da UE cobram ação por novas medidas climáticas

ONU

28 OUT 2013
Reuters
09h54min

Treze ministros europeus do Ambiente e dezenas de líderes empresariais pediram nesta segunda-feira à União Europeia que adote metas climáticas e energéticas "ambiciosas" para 2030, a fim de criar uma economia com baixa emissão de carbono na Europa e estimular investimentos.

Em um documento de 40 páginas divulgado numa conferência em Bruxelas sobre o crescimento limpo, eles disseram também que o bloco de 28 países deveria reformar a estrutura do Sistema de Comércio de Emissões da UE e oferecer uma rigorosa promessa de cortes de emissões em uma cúpula climática no ano que vem.

Contrapondo-se às autoridades que associam subsídios à energia ambiental com aumentos nas costas de luz, os ministros do Ambiente de 13 países e empresas como a Coca-Cola e a Shell defenderam ações incisivas.

Uma exceção notável é a Polônia, país muito dependente do carvão, que se opõem às propostas da UE para instituir uma energia com menos geração de carbono. Há duas semanas, porém, Varsóvia prometeu se empenhar na defesa por reduções de emissões, durante discussões climáticas da ONU que serão realizadas em novembro no país.

A UE já cumpriu sua meta de reduzir as emissões de carbono em 20 por cento até 2020, em relação aos níveis de 1990, o que é resultado da redução da demanda energética depois da recessão e de uma maior adoção de energias limpas, como a solar e a eólica.

Agora, o bloco debate uma meta para 2030 e deve apresentar propostas sobre isso até o final deste ano. Fontes da UE dizem que a Comissão Europeia cogita estipular uma redução de 40 por cento em relação aos níveis de 1990. Na semana passada, a Grã-Bretanha disse que a redução deveria ser de 50 por cento até 2030.

A decisão da UE sobre a meta para 2030 servirá de base para uma potencial oferta de redução das emissões do bloco como parte das negociações climáticas da ONU. Os governos estão sob pressão para oferecer grandes reduções antes de uma cúpula a ser promovida em setembro de 2014 pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.  

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