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Paulo Gustavo estreia peça e rebate fofocas na web: ‘Me acostumei’

Humorista está em cartaz em ‘On-line’, em que interpreta a si próprio

11 NOV 2016
O Globo
12h10min
Foto: O Globo / Guito Moreto

Paulo Gustavo atende o telefone e avisa que o repórter interrompeu um áudio que ele estava gravando para um amigo. Mas não em tom de reclamação. Na verdade, é quase um agradecimento:

— Ninguém merece ouvir áudio de cinco minutos no celular.

Curiosamente, o “incidente” tem relação com o tema de “On-line”, peça que o humorista estreia nesta sexta-feira no Oi Casa Grande. Cheia de metalinguagem, a história gira em torno de um homem — o próprio Paulo, interpretando a si mesmo — que tenta apresentar um espetáculo, mas é constantemente interrompido por imprevistos.

Por exemplo, logo no começo bandidos e policiais invadem o palco. Mais tarde, é a vez de uma manifestação política entre “coxinhas” e “petralhas” entrar em cena. O personagem se vê forçado a participar involuntariamente desses eventos inspirados nas experiências cotidianas dos brasileiros. No meio disso tudo, referências à relação entre o ser humano e a tecnologia.

— É uma comédia de situação, um retrato do dia a dia — define Paulo Gustavo. — Fazemos milhões de coisas e, no fim, não sabemos o que fazer. Estamos sempre plugados em alguma tecnologia. Há ruídos e imprevistos. A peça fala, sobretudo, sobre o quanto somos viciados em internet. Dia desses fiz terapia via Skype.

Como se sabe, as facilidades que vêm com a internet também têm o seu preço — principalmente para uma celebridade, exposta a uma infinidade de ataques e especulações. É só colocar o nome de Paulo Gustavo no Google para encontrar um leque de ofensas. Segundo vários sites de fofoca, ele é antipático, detesta interagir com fãs e arruma confusão nos bastidores dos programas:

— Quando comecei a fazer sucesso e a receber ataques, foi um choque. Hoje, tiro de letra. Essa história de que não tiro foto com fã é uma mentira que não se sustenta. Seria impossível não tirar fotos.

Há outros boatos circulando por aí: Paulo Gustavo estaria brigado com o ator Marcus Majella, com quem trabalha nas séries “220 volts” e “Vai que cola”, do Multishow. Também existe a teoria de que o humorista não gosta de fazer “Vai que cola”, que no ano passado se transformou num longa que vendeu 3,3 milhões de ingressos.

— Eu passo o Natal com o Majella, somos próximos. E sobre o “Vai que cola”, digo que o Multishow abriu muitas portas para mim. Todo mundo ali dentro é irmão. Às vezes fico chateado com o tanto que é possível apanhar da mídia e da internet, mas já me acostumei.

Paulo Gustavo se prepara para voltar à pele da histriônica Dona Hermínia, em “Minha mãe é uma peça 2”, de César Rodrigues, que estreia em 22 de dezembro. A primeira parte levou 4,6 milhões de espectadores aos cinemas. O trailer da segunda, em duas semanas, já acumula mais de dois milhões de visualizações.

— No primeiro filme, ela briga com os filhos. Agora, eles criam asas e vão trabalhar. Ela se vê no ninho vazio. Gosto de comédia com um drama no fundo.

 

 

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