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sexta, 18 de setembro de 2020
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Quanto amor: enfermeira adota bebê prematura que não teve 1 visita sequer no hospital

A enfermeira estava solteira e sabia que teria que enfrentar sozinha uma série de desafios devido à síndrome de Gisele

06 abril 2019 - 17h20Por Portal R7/BebêMamãe

A bebê Gisele nasceu prematura de 29 semanas, pesando apenas 500 gramas e sofrendo com a síndrome de abstinência neonatal, isto significa que ela foi exposta a drogas durante a gravidez. Ela precisou passar três meses na UTI neonatal respirando com a ajuda de aparelhos. E depois foi transferida para o hospital Franciscan Children’s Hospital em Massachusetts nos Estados Unidos, onde passou mais cinco meses internada.

Para piorar sua situação, a pequena Gisele não recebeu uma visita sequer durante todo o período em que ficou internada. Os pais biológicos de Gisele são dependentes químicos e tinham a autorização da justiça para visitar a menina uma vez por semana, mas eles nunca fizeram isso. Quem esteve ao seu lado foram às enfermeiras que cuidaram dela com muito carinho nesta fase tão difícil.

Foi quando uma das enfermeiras do hospital, Liz Smith, conheceu a pequena Gisele. “Eu olhei para ela e na hora perguntei para a enfermeira da UTI neonatal: ‘quem é este lindo anjinho?’. E ela respondeu: ‘Esta é a Gisele’. E foi isso, foi amor à primeira vista. Senti que adotá-la era a coisa certa a se fazer”, contou Liz em entrevista ao programa de TV norte-americano Today.

A enfermeira estava solteira e sabia que teria que enfrentar sozinha uma série de desafios devido à síndrome de Gisele, mesmo assim, naquele momento ela teve certeza que queria se tornar mãe de Gisele.

Liz recebeu a guarda temporária de Gisele em abril de 2017. “Neste momento eu estava morrendo de medo de ter que me separar dela algum dia”, relembrou Liz.

No ano passado, Liz finalmente recebeu a guarda definitiva de Gisele. “Quando o juiz chegou, todos levantaram por respeito, como de costume. Então, o juiz permaneceu levantado e disse: ‘Hoje em fico em pé em respeito a você Liz porque você merece todo o respeito. Adotar uma criança que inicialmente estava a quilômetros de distância de você é destino. Vocês duas foram feitas para serem mãe e filha”, disse o juiz.

A bebê Gisele já está com três anos e ainda requer uma série de cuidados especiais. Ela, por exemplo, só está conseguindo começar a se alimentar com comidas agora, até então ela só conseguia ingerir alguns suplementos específicos.

Contudo, a pequena está conseguindo se desenvolver, já fala, anda e enche sua mãe de orgulho. “Minha irmã e minha sobrinha vivem a relação de mãe e filha que ela sempre sonhou. É lindo ver como as duas se completam juntas”, concluiu o irmão de Liz.

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