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há 1 hora

Quanto custa um vazamento de dados?

Pequenos erros, grandes prejuízos 

No mundo corporativo, os números assustam. Num relatório de 2025, o custo médio no Brasil de um vazamento de dados foi calculado em mais de R$ 7 milhões. Esse valor representa um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior e reforça a necessidade de mudanças nas empresas que ainda encaram a cibersegurança como um assunto secundário, e não um elemento-chave dos negócios.  

Os consumidores também devem se preocupar 

Mesmo se as perdas para consumidores individuais em geral não alcançam a casa dos milhões, as consequências podem ser tão ou mais devastadoras que para as empresas. Um e-mail vazado, por exemplo, pode abrir as portas para golpes de phishing, resultar em transações fraudulentas ou até roubo de identidade. 

Casos recentes que servem de alerta

Episódios que ilustram essa realidade não são raros dentro e fora do país. No Brasil, este ano, o banco BTG Pactual precisou suspender operações via Pix após um ataque cibernético desviar cerca de R$ 100 milhões de suas reservas no Banco Central. A maior parte foi recuperada, mas milhões seguem sob investigação.

 

Já na Europa, a violação na varejista ManoMano, também em 2026, afetou cerca de 37,8 milhões de clientes, expondo seus nomes, e-mails, telefones e histórico de mensagens do serviço de atendimento. A causa, segundo a empresa, foi um acesso não autorizado ao sistema de um fornecedor terceirizado, colocando em evidência que, às vezes, o maior risco vem de parceiros, e não de dentro da companhia.

Medidas práticas para reduzir riscos

A maioria dos usuários tem ciência das medidas a serem tomadas. É por isso que buscas como “VPN o que é” ou “melhor antivírus para baixar” são tão frequentes. O problema é que, mesmo sabendo disso, muitos decidem apenas negligenciar essas tarefas.

Essa postura, contudo, é um erro. De fato, a maioria dos especialistas recomenda agir como se um desastre fosse inevitável. Se engajar em táticas de defesa não é uma escolha; é imperativo. Empresas precisam adotar autenticação multifator, criptografar informações sensíveis, limitar acessos de funcionários ao estritamente necessário e monitorar sistemas críticos 24 horas por dia.

A relação com os fornecedores externos exige a mesma atenção que com seus próprios servidores. Avaliações regulares de segurança, treinamentos contra phishing e backups offline testados periodicamente fazem toda a diferença na hora do aperto.

Para pessoas físicas, a receita é simples e poderosa: senhas fortes e únicas para cada serviço, autenticação em duas etapas sempre que disponível, manter softwares atualizados e desconfiar de e-mails ou mensagens suspeitas. Ativar alertas bancários também ajuda a identificar transações estranhas antes que o estrago seja maior.

O custo vai além do dinheiro

No fim das contas, o preço de um vazamento de dados não se mede apenas em moedas. Ele envolve uma combinação de fatores como o tempo perdido, a confiança abalada dos clientes e as oportunidades que simplesmente desaparecem. 

Mas caso seja necessário colocar na ponta do lápis, seja para as empresas ou para os consumidores, investir na prevenção sai muito mais barato do que lidar com as consequências depois que a informação já vazou.

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