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Santistas prometem vingança, no círculo vicioso da violência

Círculo de sangue

26 FEV 2014
Dirceu Martins
09h40min
Enterro de Márcio Toledo. Foto Ale Vianna/Photo Press

As ameaças aos torcedores são-paulinos, mais especificamente aos integrantes das torcidas uniformizadas do São Paulo, como a Independente, coloca em risco o carnaval das Escolas de Samba Paulistanas no desfile da segunda-feira (3). Revoltados com a morte de Márcio Barreto de Toledo, espancado por torcedores do São Paulo, integrantes da Torcida Jovem do Santos, prometem vingança e vêm se organizando através do Facebook. "Vai ter volta. Quem bate esquece, quem apanha nunca esquece", escreveu um torcedor. A polícia teme que no encontro no entorno do Sambódromo paulistano, a festa se transforme numa praça de guerra.

Conforme noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo, na página de Luan de Lima Croce, torcedor santista baleado após confronto com são-paulinos na Rodovia Anchieta, também aparecem ameaças aos são-paulinos. “Vai ter troco”, escreveu um usuário da rede social.

Está formado um círculo de violência que as leis frágeis que a penalização frouxa não têm conseguido conter. Resta, então a presença e a ação, por vezes excessiva da Polícia Militar que reforçará a segurança no Anhembi (região do Sambódromo) com 300 homens, mesmo efetivo utilizado nos desfiles das escolas do Grupo Especial, que leva um público muito maior para o espetáculo.

“Já havíamos conversado com as torcidas para organizar a chegada, posicionamento e saída delas, mas depois dos episódios de domingo estamos com a atenção redobrada”, disse ao Estado o capitão André Oliveira, do 9.º Batalhão, responsável pelo policiamento do Anhembi durante o carnaval.

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