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Forças Armadas apontam furo de R$ 13,6 bilhões no orçamento de 2014

Audiência

7 NOV 2013
Agência Senado
11h22min

A carência de recursos para gastos estratégicos das Forças Armadas está sendo debatida nesta quinta-feira (7), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, em audiência conjunta com a comissão homônima da Câmara dos Deputados. Participam do encontro os comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto; do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito.

Em nota técnica encaminhada à comissão, os militares relatam um cenário de extrema penúria, em que apontam uma diferença de aproximadamente R$ 13,6 bilhões entre o que as três armas avaliam como o mínimo necessário para 2014 e os recursos que foram previstos na proposta orçamentária encaminhada ao Congresso. O programado soma cerca de R$ 16,2 bilhões, enquanto as necessidades superam R$ 29,8 bilhões.

Na nota, os militares alertam que os recursos são insuficientes até mesmo para o custeio das atividades de rotina, como a manutenção de equipamentos, e ficam muito distantes de atender aos projetos que fazem parte da Estratégia Nacional de Defesa.

O comandante da Marinha informou que a força foi contemplada com cerca de R$ 5 bilhões, enquanto o adequado seria pelo menos R$ 7 bilhões. Entre as prioridades, Júlio Soares de Moura Neto citou projetos dos programas Amazônia Azul e Prosub, considerados essenciais na estratégia de defesa marítima, inclusive em razão dos interessas nacionais na área do pré-sal.

O Prosub, que prevê a construção de quatro submarinos convencionais e outro de propulsão nuclear, foi mencionado no início da reunião pelo presidente da CRE, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Ele observou que o programa desenvolvido em parceria com o governo francês também inclui uma unidade de fabricação de estruturas metálicas e um complexo de estaleiro e base naval, onde os navios serão mantidos e apoiados, em Itaguaí (RJ).

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