TCE Novembro
Menu
segunda, 29 de novembro de 2021 Campo Grande/MS
CONSTRUINDO O SABER 29/11 A 29/12
Geral

Serial killer 'justiceiro', Nando é condenado a 18 anos por mais um dos 13 assassinatos

Homem sepultava vítimas de cabeça para baixo em covas espalhadas por Campo Grande

24 novembro 2018 - 10h18Por Amanda Amaral

Luiz Alves Martins Filho, o ‘Nando' conhecido como o serial killer 'justiceiro' do bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, foi condenado a 18 anos e quatro meses de prisão pela morte de Lessandro Valdonado de Souza. 

O julgamento aconteceu nesta sexta-feira (23), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O Conselho de Sentença considerou o réu culpado e ele foi condenado a  18 anos, quatro meses, e 20 dias-multa, em regime fechado, pelo crime de homicídio e ocultação de cadáver.

Segundo a acusação, em parceria com Marlon Dias Domingues e Talita Regina de Souza,  Nando matou a vítima asfixiando-a com uso de corda. Os autores conduziram a vítima até o local do crime e, valendo-se da superioridade física e numérica, o que caracteriza uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, a mataram.

Com a finalidade de ocultar o cadáver, enterraram o corpo de Lessandro. Os restos mortais foram encontrados meses depois, após Nando e Marlon indicarem a localização. 

Justiceiro

Para Nando, líder do tráfico de drogas na região, suas vítimas eram pessoas impuras e por isso deveriam ser descartadas. Ele se aproveitava do vício das pessoas e dava o entorpecente em troca de sexo, inclusive com adolescentes.

No entanto, aqueles que praticavam furtos na região eram 'julgados' e, com ajuda de comparsas, assassinados pelo 'chefe'. A polícia apurou que Nando ia com frequência ao 'cemitério' contemplar a paisagem como forma de orgulho pelo que fez.

Em junho, ele foi pela primeira vez condenado a 18 anos de prisão a outro crime atribuído a ele. Ele e os comparsas teriam executado um rival conhecido como 'Café' usando corda, chave de fenda e faca. 

O assassino em série tinha o método de enterrar suas vítimas de cabeça para baixo. Para a polícia, esse modo de sepultar as vítimas significa um recado aos inimigos e também forma de menosprezar ainda mais a vítima.

Envolvidos

Talita recorreu da acusação,  porém o recurso ainda não foi julgado. Marlon foi levado a julgamento popular no dia 21 de setembro de 2018 e absolvido do crime de homicídio, mas condenado por ocultação de cadáver a um ano, um mês e 10 dias de reclusão, não sendo colocado em liberdade em razão de outros processos.