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Temer pede ao STF para arquivar inquérito da Odebrecht

Presidente argumenta que não há provas de teria recebido vantagem indevida da Odebrecht, como aponta relatório da PF entregue ao STF na semana passada

12 setembro 2018 - 08h53Por G1

O presidente Michel Temer pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (11), por meio de seus advogados, para arquivar o inquérito da Odebrecht, que apura se houve pagamento de R$ 10 milhões da empreiteira, em 2014, para o grupo do MDB ligado ao presidente.

O pedido do presidente Temer foi enviado ao ministro Edson Fachin, relator do inquérito no STF.

Na peça, assinada pelos advogados Frederico Barbosa e Brian Alves Prado, que defendem Temer, o presidente argumenta que não há provas de que o emedebista teria recebido vantagem indevida da Odebrecht, como aponta relatório da PF entregue ao STF na semana passada.

O delegado Tiago Delabaray, responsável pelo inquérito, aponta no relatório que há indícios de que Temer teria recebido R$ 1,4 milhão, após pedido de Moreira Franco à Odebrecht, em 2014. Segundo a PF, o intermediário do dinheiro a Temer seria o coronel aposentado João Batista Lima Filho.

Na peça da defesa de Temer, os advogados afirmam que a PF aponta 176 ligações telefônicas entre Lima e Temer no período de 2014 em que os repasses teriam sido feitos, mas justificam que tratva-se de contato entre amigos de longa data.

"Ora, será que conversaram 176 vezes sobre a prática de ilícitos? A própria autoridade policial poderia verificar, se ouvisse as degravações, que as conversas eram de dois amigos de longa data", diz trecho da peça da defesa de Temer.

Temer é alvo do inquérito da Odebrecht e também do inquérito dos portos, que está sob a relatoria do ministro Luis Roberto Barroso no STF.