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TJ paga caro por Shopping e presta um desserviço

12 fevereiro 2014 - 09h59Por Dirceu Martins

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), adquiriu o Shopping 26 de Agosto, na área central de Campo Grande e que teve sua área declarada de utilidade pública pelo governador André Puccinelli. Empreendimento fracassado, que levou ao prejuízo alguns pequenos comerciantes que investiram seus recursos nas minúsculas e mal ajambradas lojas, foi adquirido por R$ 38 milhões.

Acatando recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para centralizar os serviços e permitir fácil acesso da população, pois o TJ tem um gasto mensal de pouco menos de R$ 71 mil. Foram avaliados outros dois imóveis, os desativados Shopping Marrakech e o Hotel Campo Grande, de menor custo, mas descartados por serem imóveis antigos e com vagas de estacionamento insuficiente, apesar de atenderem a necessidade de 8 mil metros quadrados com pelo menos 350 vagas para automóveis e 50 motocicletas.

Segundo a justificativa anexada ao processo, o Shopping 26 de Agosto se enquadra nas exigências e, por ser construção recente, facilita a adaptação


Outra opção - 
Sequer foi pensada uma opção que beneficiaria a implantação do projeto de revitalização da área central, desenvolvido e não implementado pelo governo municipal de Nelson Trad Filho, com a utilização da antiga rodoviária, que seria reformada e proporcionaria reais benefícios para a população, tanto pela facilidade de acesso quanto pela necessária e urgente revitalização de seu entorno e recuperação de toda a área histórica da Capital. A área cobre as necessidades e se o estacionamento não comporta o número exigido, outras áreas que se apresentam desocupadas poderiam ser desapropriadas.