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Conselho do Vaticano para a Família defende aliança com outras religiões

Famílias

07 novembro 2013 - 07h00Por Da Redação

O presidente do Pontifício Conselho para a Família, do Vaticano, dom Vicenzo Paglia, defendeu a aliança da Igreja Católica com outras religiões, em busca de soluções para lidar com a desagregação das famílias. Paglia ressaltou que a aliança feita com outras religiões para discutir o tema envolve principalmente os cristãos. Ele informou que, no próximo dia 13, o Pontifício Conselho da Família terá um diálogo com representantes da Igreja Ortodoxa Russa.

O arcebispo italiano viajou ao Brasil para levar ajuda financeira do Vaticano destinada à construção de uma casa de atendimento a crianças filhas de dependentes químicos, em Salvador, na Bahia. O valor do auxílio ultrapassa os US$ 100 mil. Vicenzo Paglia encontrou-se com representantes da Igreja em São Paulo e, ainda nesta semana, viajará a Aparecida, no interior do estado, onde fica o santuário da padroeira do Brasil.

Na entrevista, ele comentou o questionário de 39 perguntas divulgado pelo Vaticano, como preparação para o Sínodo dos Bispos, que terá a família como tema central e que ocorrerá de 5 a 19 de outubro de 2014.

Segundo o arcebispo, o questionário de 39 perguntas divulgado pelo Vaticano, ajudará a formar uma "fotografia" da realidade, para que a Igreja possa entendê-la. Paglia disse esperar "mudanças" de procedimento após o sínodo, mas defendeu a noção tradicional de família, com pai, mãe e filhos. "Se tudo for considerado família, então nada será família", acrescentou.

O presidente do Pontifício Conselho para a Família lembrou que, atualmente, o individualismo tornou "a satisfação pessoal mais importante do que o bem comum" e que a "exaltação do eu destrói a cultura da comunidade". Segundo ele, somado às dificuldades econômicas, torna-se um desafio para a Igreja mostrar a família como "valor atraente". "É mais fácil ficar sozinho do que criar uma família. Está em crise o casamento religioso, mas também o civil e a união de fato", frisou.

Atualmente, os divorciados podem participar de pastorais, mas não podem, por exemplo, participar de sacramentos como a Eucaristia.

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