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VÍDEO: cão morre acorrentado e sem comida; vizinhos se revoltam

É a segunda vez que o proprietário do local é acusado de maus-tratos a animais

30 outubro 2018 - 12h05Por Metrópoles

Incomodados com um forte mau cheiro que parecia de cadáver, moradores da Rua 4, na Granja do Torto, em Brasília, acionaram a Polícia Militar na manhã desta segunda-feira (29). No local, havia um cachorro morto, amarrado a uma corrente, dentro de uma casinha.

O caso de maus-tratos foi constatado por policiais militares do Batalhão Ambiental (BPMA) e repassado a investigadores da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil.

No momento em que os PMs chegaram, não havia ninguém na casa onde o cão morreu. Segundo os policiais encarregados da ocorrência, é a segunda vez que o proprietário do local é acusado de maus-tratos a animais. Antônio Ribamar Aguiar de Castro, 59 anos, já responde a um termo circunstanciado na Dema. Os policiais tentaram localizar o morador, mas ele não estava no imóvel.

Revoltados com a situação, vizinhos filmaram e fotografaram as condições em que o cachorro estava. Um deles chega a comentar, no vídeo, que se tornou impossível até cozinhar, em razão do forte odor.

O caso desta segunda (29) foi anexado ao termo circunstanciado que já estava em apuração na Dema. Foi ratificado que o cão, alvo dos maus-tratos, acabou morrendo.

A reportagem tentou entrar em contato com o morador, mas ninguém atendeu às ligações. Até a última atualização deste texto, o corpo do cachorro continuava no local. A princípio, a Vigilância Sanitária seria acionada para removê-lo.

Membros da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB-DF) também estiveram na residência para acompanhar o caso.

De acordo com a advogada Ana Paula Vasconcelos, além da violência cometida contra o cachorro, os moradores vizinhos não estão conseguindo ficar em casa. “O mau cheiro é insuportável, e isso se torna até um caso de saúde pública. Além do mais, esse morador já é reincidente. Aquele animal morreu acorrentado, sem água e sem comida”, disse.