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In Memoriam

Delinha lutava contra pneumonia e morreu em casa, no bairro que fez história

Ela será velada na Paz Universo, em frente à Santa Casa de Campo Grande

16 junho 2022 - 08h22Por Vinícius Squinelo

A nossa eterna Rainha do Rasqueado se foi no bairro onde passou a vida e construiu a história de Campo Grande, e de Mato Grosso do Sul. Na região do Amambaí, bairro mais antigo da Capital, Delinha morreu nesta madrugada de quinta-feira (16), após uma longa briga com problemas respiratórios e pneumonia.

A lenda de MS faleceu aos 85 anos, grande parte dedicados à música regional. A saúde já andava debilitada. Mês passado, Delinha passou mais de uma semana internada no Proncor, enfrentando a pneumonia. Ela chegou a ter alta, mas faleceu hoje.

A informação foi confirmada pelo filho da artista, João Paulo Pompeu. Delinha estava na casa da rua Paissandu, no bairro Amambaí, quando deixou este mundo para virar uma eterna lenda.  

Por enquanto, ela será velada na Pax Universo, em frente à Santa Casa de Campo Grande. Há possibilidade da despedida ocorrer na Câmara Municipal, ainda não confirmada

A DAMA

Delinha nasceu Delanira Gonçalves Pompeo, no distrito de Vista Alegre, em Maracaju. O primo, José Pompeu, que depois veio a ser o marido, ''o Delinho'', nasceu no mesmo local. 

Os dois começaram a carreira artística na década de 50, diz o site Boa Música Ricardinho. Eles cantavam em programas de auditório e em festas. Aos poucos, o talento foi percebido pelo público e a carreira deslanchou. 

Já famosos, Délio e Delinha se mudaram para São Paulo, onde atuaram pela rádios Bandeirantes e Nove de Julho. Corajosos, os dois levaram a música do então estado de Mato Grosso Brasil afora. 

O primeiro disco da dupla, chamada de ''O Casal de Onças do Mato Grosso'' foi gravado em 1959. Os sucessos eram o rasqueado ''Malvada'' e ''Cidades Irmãs''. No ano seguinte, veio a gravação do rasqueado ''Prenda Querida'' e a Guarânia, ''Meu Cigarro''. 

Foram vários os discos gravados, até que o casal se divorciou após 25 anos de união. Em 1978, a dupla foi reatada e lançou o disco independente ''O Sol e a Lua'', um dos maiores sucessos da carreira deles. 

Em 1993, segue o site, o incentivo de antigos apoiadores e de uma nova geração de fãs, fez a dupla reaparecer em apresentações públicas. Em 2007, a dupla gravou o CD e DVD em homenagem aos 50 anos de carreira. 

Délio morreu de câncer no pulmão em 2010. Delinha seguiu então fazendo show solo. 

Do casamento entre Delio e Delinha, nasceu João Paulo Pompeu.