Bruno José Feliciano, de 21 anos, suspeito de ter participado da morte do borracheiro Douglas Novaes Rocha, 27 anos, ainda em fevereiro deste ano, em Dourados, distante a 225 quilômetros de Campo Grande, decidiu se entregar à polícia na manhã desta quarta-feira (6) na presença do seu advogado.
O caso aconteceu na madrugada do dia 14 de fevereiro e contou também com a participação da mulher da vítima, identificada como Mayra de Lima Luna, de 22 anos.
Júlio Montine Neto, defesa do jovem, explicou que ele tem medo de sangue, mas que não sabia que a mulher estava em um relacionamento, pois dizia sempre para Bruno que estava separada, como noticiou o site Ligado na Notícia.
Segundo informações, o rapaz estava escondido no interior do Paraná, mas contra ele, já havia sido expedido um mandado de prisão preventiva pela 3° Vara Criminal de Dourados. A amante, Mayra, foi presa em flagrante ainda no mês de fevereiro.
“Mayra dizia para Bruno que era separada. No dia do fato, ela foi até a conveniência onde ele trabalhava, e pediu para ele ir até a casa dela, pois morava com os pais e estava sozinha. Ao abrir a porta, ele viu Douglas caído e Mayra começou a gritar por ajuda. Ela abriu o capô do carro e colocaram a vítima. Ele achou que fosse socorrer, e no caminho para o hospital, Mayra disse que tinha matado Douglas e que iria jogar o corpo”, detalhou o advogado.
"Ele [Bruno] entrou em desespero, pois tem medo de sangue. Tanto que ele não sabe onde deixaram o corpo, porque se perderam pelo caminho”, acrescentou Júlio.
Referente a fuga para o outro estado, o advogado apontou que foi um ato de desespero.
Crime
O corpo de Douglas foi encontrado jogado às margens de uma mata com pelo menos marcas de facadas. De acordo com a investigação, a vítima teria sido morta enquanto dormia e não teve chances de se defender.
A esposa do borracheiro até foi aonde ele trabalhava procurando pelo marido e fez uma ligação para o pai dele.
Porém, a Polícia Civil encontrou contradições nas versões apresentadas por Mayra ao descobrir que o carro havia sido lavado naquele dia e no imóvel ainda era possível notar vestígios de sangue.







