O Governo de Mato Grosso do Sul contratou por R$ 7,3 milhões uma empresa de engenharia para elaborar o projeto e executar a reconstrução da ponte sobre o Rio Taquari, na rodovia MS-168, na região da Serra da Alegria, em Corumbá (MS). A estrutura desabou em 13 de agosto e provocou a morte do caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos.
O contrato emergencial com a empresa Ecopontes – Sistemas Estruturais Sustentáveis Ltda. foi assinado em 13 de outubro e prevê investimento de R$ 7.365.761,09. Conforme o extrato publicado no Diário Oficial, o prazo para conclusão dos trabalhos é de 180 dias consecutivos.
A contratação foi feita por dispensa de licitação, com base na situação de emergência decretada pelo governo estadual. O serviço inclui tanto a elaboração do projeto de engenharia quanto a execução da obra.
Caminhoneiro morreu após ponte ceder
O desabamento ocorreu em 13 de agosto, quando Alexandre de Freitas atravessava a ponte em uma carreta carregada com lingotes de concreto. Parte da estrutura de concreto armado cedeu, e o caminhão caiu no Rio Taquari, ficando submerso.
O motorista ficou preso na cabine e morreu afogado. O corpo foi localizado e retirado por equipes do Corpo de Bombeiros após cerca de nove horas de buscas.
Quase 20 dias depois do acidente, em 1º de setembro, a carreta foi retirada do rio com a ajuda de mergulhadores e três guinchos.
Na época, uma avaliação preliminar da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) não havia identificado problemas aparentes na ponte. Uma perícia especializada foi prevista para investigar as causas do rompimento, com inspeções subaquáticas, sondagens e avaliações estruturais.
Enquanto a ponte não é reconstruída, motoristas precisam utilizar rotas alternativas para atravessar a região. Após o acidente, o governo estadual decretou situação de emergência em Coxim, Corumbá e Ladário por seis meses, diante dos impactos provocados pela queda da estrutura.








