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Professores paralisam atividades e vão às ruas contra medidas do governo Temer

Docentes acreditam que mudanças vão afetar qualidade do ensino

19 SET 2016
Dourados News
21h54min

A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) realizará mobilização no próximo dia 22, com o intuito de alertar a sociedade sul-mato-grossense para a perda de direitos da Classe Trabalhadora que, segundo a categoria, irá atingir em cheio a qualidade do ensino público brasileiro.

Haverá paralisação das atividades da educação nas Redes Estadual e Municipal, além disso, os sindicatos farão diversas atividades como audiências públicas e atos em todos os 73 municípios de atuação do movimento sindical da educação.

De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, as medidas adotadas pelo governo Michel Temer visam o desmonte do Estado. "A redução do investimento em políticas públicas fundamentais como a saúde e a educação, a privatização das empresas estatais, a entrega de nossas riquezas à exploração das empresas multinacionais, a retirada de diretos fundamentais da classe trabalhadora, o desemprego e o arrocho salarial, são políticas claras de desmonte", ressalta.

Segundo ele o cenário está sombrio e é de total retrocesso civilizatório. "O momento põe em risco a democracia e a soberania nacional, que leva à precarização das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores no campo e na cidade coloca para o movimento sindical da educação o desafio de continuar fazendo a defesa incondicional dos direitos e interesses da classe trabalhadora", conclui.

A entidade também preparou uma Aula da Cidadania que será entregue em todos os sindicatos e distribuída em todas as mobilizações. Esse informativo é histórico na Federação e utilizado em datas simbólicas e mobilizações como material didático nas escolas, mas devido ao cenário a aula será para toda a sociedade que precisa saber mais sobre a perda de direitos da classe trabalhadora.

Pautas

As pautas da mobilização são contra a PEC 241, que congela os gastos públicos por 20 anos. Como em propostas anteriores, a exemplo do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, a medida recai sobre os trabalhadores, os servidores e os serviços públicos e, especialmente, em áreas essenciais à população brasileira como a Educação e Saúde.

Contra o PLP 257, que traz uma série de ataques aos direitos dos trabalhadores, principalmente servidores públicos – federais, estaduais e municipais. Ele faz parte do pacote de ajuste fiscal iniciado pelo governo, no final de 2014. As medidas, que buscam manter o pagamento de juros e amortizações da dívida ao sistema financeiro e aumentar a arrecadação da União, atingem diretamente o serviço público e os programas sociais.

A PL 4567, também entra na pauta para que o Pré-Sal não seja entregue às multinacionais. Liberar a operação do Pré-Sal é o primeiro passo para acabar com o regime de partilha, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro para que o Estado possa utilizar os recursos do petróleo em benefício da população, como o investimento de 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde. Não podemos permitir que a maior reserva de petróleo da atualidade seja entregue à exploração predatória das multinacionais.

Outras medidas que estão na agenda dos educadores é o movimento Contra a Lei da Mordaça nas escolas e em defesa da Lei do Piso.

No entender da categoria, a ideia de Temer é modificar a Lei n° 11.738/2008 e criar um programa batizado de "Travessia Social", que daria 'bônus' aos docentes que 'melhorassem' o desempenho dos alunos e também 'aperfeiçoassem' suas práticas pedagógicas.

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