Após afundar Campo Grande em problemas, Adriane Lopes agora ameaça derrubar politicamente quem ainda insiste em caminhar ao seu lado. A prefeita conseguiu algo raro na política local: transformar a própria imagem em um risco eleitoral concreto às vésperas de 2026.
A greve dos motoristas de ônibus, que paralisou a cidade e deixou mais de 110 mil pessoas sem transporte, foi apenas o estopim. A crise expôs uma gestão sem comando, sem resposta rápida e sem empatia com a população. Enquanto a cidade para, Adriane se esconde atrás do discurso repetido de que “a Prefeitura está em dia”, como se isso resolvesse a vida de quem ficou a pé.
O problema é maior. A prefeita coleciona desgaste com servidores, conselhos municipais, imprensa e até aliados. Uso questionado de recursos da saúde, supersalários disfarçados, plano fiscal que aperta a máquina, mas não entrega serviços, polêmicas envolvendo patrimônio público e uma comunicação institucional que prefere o silêncio ao enfrentamento. Tudo isso construiu uma imagem tóxica, que hoje ninguém quer carregar.
Nos bastidores, o movimento é claro. Políticos que pensam em 2026 evitam fotos, agendas conjuntas e qualquer associação direta com Adriane. O cálculo é simples: colar nela é perder voto. A prefeita virou sinônimo de crise permanente, improviso administrativo e desgaste contínuo.
Se Adriane não conseguiu preservar nem o próprio capital político, a pergunta que fica é outra: por que alguém apostaria o futuro eleitoral ao lado de uma gestão que transformou a Prefeitura em um problema para quem governa e para quem governa junto?
Na seção "NA LATA", trazemos os bastidores mais quentes da política regional, expondo informações comprometedoras sobre políticos e poderosos de Mato Grosso do Sul. Tem algum bastidor para compartilhar conosco? Envie-nos uma mensagem pelo WhatsApp no número (67) 99826-0686.







