Campo Grande

19/02/2019 17:00

Indústria da multa: vereador quer acabar com radares e cancelar punições em Campo Grande

Parlamentar tem a intenção de dar fim ao que chamou de ‘indústria da multa’ por meios eletrônicos de fiscalização

19/02/2019 às 17:00 | Atualizado 20/02/2019 às 09:02 Amanda Amaral
André de Abreu/Arquivo TopMídiaNews

O vereador Loester Nunes (MDB) quer proibir fiscalizações de trânsito por meio de radares, além do cancelamento das multas provenientes deste tipo de equipamento. O Projeto de Lei foi apresentado na Câmara Municipal nesta terça-feira (19).

Pela proposta, fica proibida a instalação de equipamentos de fiscalização, ou seja, os radares eletrônicos, sendo substituído por quebra-molas, ou lombadas eletrônicas e faixas elevadas. “Sem dúvida é uma indústria de multas. Os condutores devem ser conscientizados e educados sobre a necessidade da segurança no trânsito. Essa grande arrecadação por meio dos radares eletrônicos, prejudica a gerencia orçamentária familiar, tornando impossível a regularização dos veículos que necessitam dos mesmos para exercer suas atividades laborais,” justificou.

O médico parlamentar apresentou também requerimento ao governador de Mato Grosso Do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), solicitando informações da possibilidade de implantar um Projeto de Lei concedendo desconto no pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) aos proprietários de veículos que não sofrerem nenhuma multa de trânsito durante os últimos 12 meses. A medida seria uma forma de incentivo ao pagamento.

“O objetivo da minha proposta é incentivar os proprietários de veículos a terem mais cuidado no trânsito, evitar acidentes e dar segurança aos pedestres. A falta de prudência no trânsito, dependendo da ocorrência, quando não mata, deixa sequelas irreparáveis no ser humano e um grande trauma na família. Enquanto em outros Estados se utiliza medidas repressivas visando somente à arrecadação, aqui se buscará a educação dos nossos condutores a fim de proteger a vida“, finaliza.

O requerimento foi aprovado no plenário e o Projeto de Lei segue em trâmite na Casa.