Polícia

14/03/2019 09:50

‘Colocaram arma na minha boca e queriam me matar’, diz motorista feito refém

Trabalhador foi torturado e ameaçado de morte pelos criminosos por cerca de três horas

14/03/2019 às 09:50 | Atualizado 14/03/2019 às 18:05 Anna Gomes
Motorista mostrando as marcas da agressão. - Anna Gomes

O motorista de aplicativo de 36 anos, vítima de um assalto na madrugada desta quinta-feira (14), contou o horror que passou na mira de dois assaltantes, que fingiram ser passageiros. A todo momento, o trabalhador foi torturado e ameaçado de morte pelos criminosos.

“Colocaram o revólver na minha boca, me amarraram, me encapuzaram e fui agredido com várias coronhadas na cabeça. Eles falavam que me levariam para o Inferninho [região de cachoeiras] e lá me matariam. Como estava com os olhos vedados, achei que estava no local que iria morrer”, lembrou o motorista.

A vítima ficou cerca de três horas refém dos criminosos, que foram identificados como Rick César de Arruda Benites, 18 anos, e Jackson Hofmeister Venezuela, 21 anos.

(Carro da vítima foi recuperado pela polícia. Foto: Anna Gomes)

“Uma mulher que acionou a corrida. Quando cheguei ao local, os dois falaram que era uma prima deles e que eles queriam ir a uma festa. Logo em seguida, anunciaram o assalto e já começaram a me agredir. Teve um momento que um deles disse que ia me matar e eu realmente pensei que iria morrer”.

(Materiais apreendidos pela polícia. Foto: Anna Gomes)

Após o susto, a vítima diz estar traumatizada e não pretende voltar a trabalhar como motorista de aplicativo. “Não dá mais, preciso pensar se um dia vou voltar, mas acho que não quero mais. Corremos riscos”, disse.

Crime

O crime aconteceu nesta madrugada, no Bairro Portal Caiobá, em Campo Grande. Após a vítima ficar refém dos criminosos por cerca de três horas, ela conseguiu fugir e buscar ajuda. A polícia foi acionada e conseguiu encontrar os criminosos.

Rick foi preso em flagrante e Jackson foi morto após um confronto com a polícia. A arma usada no crime foi apreendida. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Bairro Piratininga.