Campo Grande

24/04/2026 12:17

Família de menino que morreu em idas a UPAs organiza protesto em Campo Grande: 'grito de socorro'

Além do caso, protesto pretende chamar atenção para problemas estruturais da saúde pública de Campo Grande

24/04/2026 às 12:17 | Atualizado 24/04/2026 às 11:21 Sarai Brauna
Família de menino que morreu após idas a UPAs organiza protesto em Campo Grande: 'Grito de socorro' - Repórter Top

Quase duas semanas após a morte de João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, familiares e amigos intensificaram a mobilização por justiça e marcaram um protesto em Campo Grande. A manifestação está prevista para este sábado (25), das 8h30 às 11h, no cruzamento da Avenida 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena.

A convocação, divulgada nas redes sociais, chama a população para ocupar as ruas e cobrar respostas. Com frases como “Chega de silêncio” e “Justiça para João Guilherme”, o ato também incentiva os participantes a levarem cartazes.

A organização do protesto conta com o apoio da família do menino e da Associação de Erros Médicos. Nos bastidores, parentes e amigos já preparam materiais como camisetas, faixas e cartazes para a mobilização.

A iniciativa ganhou força após reunião no Ministério Público, realizada nesta quinta-feira (23), em que a família buscou esclarecimentos sobre o caso. O sentimento, segundo envolvidos, é de indignação diante do que consideram falhas no atendimento de saúde. "Hoje pode ser o João Guilherme, mas amanhã pode ser outro", relata Valdemar Moraes, presidente fundador da associação.

Representantes da associação alertam que a manifestação vai além de um único caso e pretende chamar atenção para problemas estruturais, como a falta de médicos e o que classificam como descaso no sistema público. A preocupação é que situações semelhantes possam se repetir. "Precisamos de qualidade na saúde pública, é um grito de socorro", diz o presidente.

O caso

A morte de João Guilherme é investigada após uma sequência de atendimentos em unidades de saúde de Campo Grande. A família aponta possível negligência médica.

O menino começou a apresentar problemas após uma queda, no dia 2 de abril, e passou por diferentes unidades, sendo liberado inicialmente com medicação para dor. Mesmo com a persistência e agravamento dos sintomas, incluindo dores no peito, ele continuou sendo atendido e liberado. 

A morte foi constatada na madrugada do dia 7 de abril.