há 2 meses
Com dor causada pela fibromialgia, paciente espera horas em posto do Paulo Coelho Machado (vídeo)
A falta de médicos para atendimento seria o maior problema da unidade de saúde
A falta de médicos e datas para atendimento no posto de saúde do Bairro Paulo Coelho Machado, tem causado transtornos para pacientes e moradores da região em Campo Grande.
O relato, encaminhado para o TopMídiaNews, aponta que uma paciente com fibromialgia, de 59 anos, já procurou a unidade três vezes para retorno médico após realizar exames, mas não conseguiu ser atendida em nenhuma das oportunidades.
Fora a doença crônica, ela sofre de diabetes e pressão alta. Ainda assim, passou horas aguardando por consulta, mesmo com dificuldades de mobilidade e dores constantes causadas pela doença. Em vídeo gravado dentro da unidade de saúde, a mulher afirma que não conseguiu sequer passar pela triagem.
“Hoje é a terceira vez que eu venho aqui no posto de saúde do Bairro Paulo Coelho Machado. Não consegui atendimento. O posto está cheio e hoje é o terceiro dia que eu venho aqui e não consegui atendimento nem ficha”, disse.
Segundo ela, os exames solicitados por um médico do CEM (Centro de Especialidades Médicas), realizados em abril, também não foram remarcados pela unidade. O retorno médico para apresentar o resultado de uma mamografia acabou sendo reagendado apenas para o dia 11 de junho, quase dois meses após os exames.
“Toda vez que vou lá, não tem médico, a doutora nunca está e me deixam sentada. Eu tenho fibromialgia, não posso ficar muito tempo sentada, sinto dor, mas agora vou ter que retornar mês que vem, sem previsão de que alguém vai me atender”, desabafou.
A filha da paciente afirma que a falta de médicos não é o único problema enfrentado pelos moradores da região. Segundo ela, o posto também sofre constantemente com problemas na área odontológica.
“Nunca tem aparelho de dentista funcionando. A restauração não dá para fazer. Esses tempos queimou um equipamento e ficou dez meses sem atendimento. Agora está sem de novo. Está sempre faltando coisa e agora não tem médico”, relatou.
Ainda conforme a família, a unidade frequentemente enfrenta falta de profissionais e estrutura, deixando pacientes aguardando atendimento por horas sem qualquer previsão.
A reportagem procurou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para questionar sobre a ausência de médicos na unidade, a demora no retorno de consultas e os problemas relatados pelos pacientes. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.