há 2 horas
Landmark expõe escolas paralisadas, falta de professores e ônibus atolados em Campo Grande (vídeo)
Em entrevista, o vereador Landmark (PT) denuncia descaso da gestão da prefeita Adriane Lopes com a rede municipal, alertando para greve iminente e abandono de alunos na zona rural
A educação pública municipal de Campo Grande atravessa uma crise estrutural e administrativa que tem levado profissionais às ruas e prejudicado o acesso básico de crianças às salas de aula. Durante entrevista ao programa "Cara a Cara", com o jornalista Vinícius Squinelo, o vereador Landmark (PT) teceu duras críticas à gestão da prefeita Adriane Lopes (PP), revelando um cenário de negligência do Executivo municipal.
O primeiro alerta diz respeito a uma crise iminente com o funcionalismo. Segundo Landmark, a prefeitura falhou em honrar promessas feitas aos educadores, o que empurrou a categoria para as ruas.
"Nós temos uma iminência de greve dos servidores da educação, que tem um compromisso firmado com a atual gestora, prefeita Adriane Lopes, com a ACP, que espera uma resposta, porque senão tem indicativo de paralisação da rede pública municipal", denunciou o vereador.
Ele lembra que os professores já chegaram a paralisar escolas e realizar manifestações cobrando atitudes da prefeita, que "precisa encontrar uma forma" de solucionar o impasse.
O abandono, no entanto, vai além da desvalorização profissional e afeta fisicamente o acesso à educação. O vereador descreveu o drama das crianças da rede rural, que enfrentam vias intransitáveis. O retrato da omissão do poder público, segundo ele, são os "ônibus atolando" e a ausência de estradas adequadas para garantir o transporte escolar.
O pacote de falhas da prefeitura na área educacional é agravado por déficits de pessoal básico. Avaliando o cenário de caos que afeta a educação e as demais secretarias do município, o vereador foi taxativo sobre a responsabilidade da atual gestão: "Perdemos a mão sobre a gestão de Campo Grande. Eu estou muito preocupado com a atual gestão".
Landmark enfatizou que falta "entrega" ao executivo municipal, exigindo que a prefeitura se faça presente na ponta do serviço público para organizar e motivar os servidores que, atualmente, trabalham sob forte pressão.