O vereador Landmark Rios (PT) afirmou que a Operação Suffragium, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um possível esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024, é grave e deve ser acompanhada com responsabilidade, transparência e respeito às instituições.
Em posicionamento enviado ao TopMídiaNews, o parlamentar ressaltou que a prefeita Adriane Lopes (PP) não foi alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos durante a operação e defendeu que qualquer responsabilização ocorra apenas após a conclusão das investigações.
"A operação da Polícia Federal que investiga possíveis crimes eleitorais na campanha de 2024 é grave e precisa ser acompanhada com responsabilidade, transparência e respeito ao trabalho das instituições", afirmou.
Landmark destacou que a responsabilização deve ser individualizada e baseada nas provas produzidas durante o processo. "Qualquer responsabilidade deve ser individualizada e comprovada dentro do devido processo legal", disse.
Ao mesmo tempo, o vereador defendeu que a sociedade tenha acesso ao resultado das investigações, especialmente por se tratar de uma eleição decidida por uma diferença pequena de votos.
"A população de Campo Grande tem o direito de conhecer toda a verdade sobre uma eleição decidida por margem apertada", pontuou.
Como integrante da oposição, Landmark afirmou que continuará cobrando esclarecimentos sobre o caso, mas sem antecipar julgamentos.
"Seguirei cobrando esclarecimentos e defendendo que as investigações avancem sem interferência política, sem proteção e sem condenações antecipadas. Quem ocupa cargo público deve estar sempre disposto a prestar contas à sociedade", concluiu.
Operação investiga compra de votos
A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (19), sete mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Taquarussu durante a Operação Suffragium, autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).
Segundo a investigação, foram identificadas movimentações financeiras consideradas atípicas, como saques em dinheiro, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros para movimentação de recursos em datas próximas aos dois turnos das eleições de 2024. Para a PF, os valores podem ter sido destinados à compra de votos.
Os fatos investigados podem configurar os crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, conhecida como caixa dois. O inquérito tramita sob sigilo.
Na primeira ação que tratou do tema, a prefeita Adriane Lopes e a vice-prefeita Camilla Nascimento escaparam da cassação. Na ocasião, decisões da Justiça Eleitoral reconheceram indícios de troca de dinheiro ou vantagens por votos, mas entenderam que não havia provas suficientes de que as integrantes da chapa tinham conhecimento ou anuíram com as condutas praticadas por servidores ou pessoas próximas.
A nova investigação da Polícia Federal busca aprofundar a apuração sobre o suposto esquema e ainda não há decisão definitiva sobre eventual responsabilização dos investigados.









