Uma das votações mais polêmicas da Câmara Municipal de Campo Grande ainda reverbera nos bastidores políticos da cidade. O vereador Landmark (PT) utilizou o espaço da entrevista ao TopMídiaNews nesta segunda-feira para se defender da intensa onda de críticas que vem sofrendo após se ausentar da sessão que poderia ter derrubado a polêmica Taxa do Lixo.
Durante o programa "Cara a Cara", ao ser questionado pelo jornalista Vinicius Squinelo sobre a votação em que a oposição falhou em atingir seu objetivo, Landmark não fugiu da raia, admitindo o custo político de sua cadeira vazia. "Nós tínhamos dezessete votos, Vinícius. E eu fui crucificado pela sociedade, pelo meu partido", desabafou o parlamentar.
Ele reiterou que fez campanha desde o início, alertando a população que Campo Grande perderia os descontos de 20% na taxa e que, inclusive, havia provocado a Casa com um projeto de lei próprio no recesso, o qual acabou não tramitando.
Para justificar o fato de não estar presente para entregar o seu próprio voto no momento decisivo, o parlamentar explicou que houve um conflito de agendas. No dia da votação, que passou por um pedido de vista antes de retornar à pauta, Landmark afirma que estava em uma missão oficial em Brasília e problemas técnicos o impediram de participar remotamente.
"Eu tinha uma agenda programada em Brasília com o ministro Boulos, no ministério do ministro Boulos, na SPU (Secretaria do Patrimônio da União), para discutir a situação das favelas aqui em Campo Grande. E eu não consegui me conectar naquele momento", declarou.
O vereador reconhece que o episódio gerou um desgaste enorme: "paguei um preço muito alto por conta da minha não presença naquele dia do plenário".
Apesar do forte desgaste político perante sua base, Landmark argumenta que a viagem rendeu frutos que compensam a crise. Ele informou que, na semana passada, o Diário Oficial publicou a resposta da SPU liberando uma área no bairro Lindóia para o remanejamento de famílias da comunidade 'Cidade dos Anjos', próxima ao bairro Lajeado. A área deverá abrigar unidades do programa Minha Casa Minha Vida, tirando cerca de 200 famílias da invisibilidade habitacional.









