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Alemã que morreu em queda de avião ficou cara a cara com onça em passagem por MS: 'mágico' (vídeo)
Lydia Theresia Mocklinghoff passou pelo Pantanal sul-mato-grossense em junho de 2025, quando registrou diversos momentos e publicou nas redes sociais
Em outra passagem por Mato Grosso do Sul, realizada em junho de 2025, a pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff registrou momentos perto dos gigantes pantaneiros, como a onça-pintada, tuiuiús e outras belezas.
A autorização para o projeto científico voltado ao estudo da biodiversidade do Pantanal sul-mato-grossense aconteceu em 2021, época de pandemia da Covid-19.
Possivelmente por conta disso, o grupo precisou atrasar sua passagem pelo Pantanal, com ela acontecendo em 2025, quando Lydia ficou aproximadamente uma semana em uma fazenda localizada em Mato Grosso do Sul.
Nas redes sociais, ela descreveu o primeiro encontro com uma onça-pintada. “Tive a sorte de ver o jaguar no outro dia! Andei pela área de manhã a cavalo e encontrei rastos super frescos. Meu cavalo ficou todo nervoso. Voltei com o jipe à tarde e lá estava ele em toda a sua glória, bem na beira da estrada. Foi superespecial ver um. Também sozinho com o gato foi muito mágico [SIC]”.
Em outra postagem, ela mostrou que estava na varanda do imóvel estudando quando araras azuis começaram a fazer a festa em uma palmeira. O barulho ecoa pelo vídeo enquanto ela descreve a situação em alemão.
Projeto pelo Pantanal
Conforme apurado pela reportagem, ela integrava uma equipe internacional de pesquisadores que desenvolvia o projeto "Monitoramento Audiovisual da Diversidade do Pantanal".
A pesquisa recebeu autorização, em 2021, para realizar a coleta de material biológico na região. O trabalho é coordenado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em cooperação com a Universidade de Bonn, na Alemanha.
Além de Lydia, o grupo era formado por outros dois pesquisadores alemães e cinco búlgaros, que atuavam no monitoramento da fauna e da biodiversidade do bioma.
Acidente ocorreu minutos após a decolagem
Lydia viajava no Embraer EMB-810, de matrícula PT-WYQ, utilizado em operações de táxi aéreo. A aeronave era pilotada por Henrique Martin, profissional experiente da aviação sul-mato-grossense.
O avião decolou por volta das 6h40 do Aeroporto Santa Maria e caiu poucos minutos depois em uma área de mata localizada a menos de um quilômetro da pista.
A principal hipótese investigada é que o piloto tentava retornar ao aeroporto ou realizar um procedimento de pouso de emergência quando ocorreu o acidente.
Aeronave estava regular
As circunstâncias da queda serão investigadas pelos órgãos responsáveis pela aviação.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Embraer EMB-810 possuía situação regular de aeronavegabilidade, autorização para operar como táxi aéreo e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 4 de junho de 2027.