A passageira que morreu na queda de um avião de pequeno porte na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande, foi identificada como a pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff. Ela estava na aeronave ao lado do piloto Henrique Martin, que também morreu no acidente.
Lydia participava de um projeto científico voltado ao estudo da biodiversidade do Pantanal sul-mato-grossense. Conforme apurado pela reportagem, ela integrava uma equipe internacional de pesquisadores que desenvolvia o projeto "Monitoramento Audiovisual da Diversidade do Pantanal".
A pesquisa recebeu autorização, em 2021, para realizar a coleta de material biológico na região. O trabalho é coordenado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em cooperação com a Universidade de Bonn, na Alemanha.
Além de Lydia, o grupo era formado por outros dois pesquisadores alemães e cinco búlgaros, que atuavam no monitoramento da fauna e da biodiversidade do bioma.
Nas redes sociais, a pesquisadora mostrou que passou pelo Rio de Janeiro antes de vir para Mato Grosso do Sul. No vídeo, ela mostrou como é o pouso do avião internacional na cidade carioca.
Acidente ocorreu minutos após a decolagem
Lydia viajava no Embraer EMB-810, de matrícula PT-WYQ, utilizado em operações de táxi aéreo. A aeronave era pilotada por Henrique Martin, profissional experiente da aviação sul-mato-grossense.
O avião decolou por volta das 6h40 do Aeroporto Santa Maria e caiu poucos minutos depois em uma área de mata localizada a menos de um quilômetro da pista.
A principal hipótese investigada é que o piloto tentava retornar ao aeroporto ou realizar um procedimento de pouso de emergência quando ocorreu o acidente.
Aeronave estava regular
As circunstâncias da queda serão investigadas pelos órgãos responsáveis pela aviação.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Embraer EMB-810 possuía situação regular de aeronavegabilidade, autorização para operar como táxi aéreo e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 4 de junho de 2027.








