O piloto Henrique Martin, que morreu na queda de um avião de pequeno porte na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande. Experiente na aviação sul-mato-grossense, ele era conhecido por compartilhar nas redes sociais registros de voos e pousos no Aeroporto Santa Maria, de onde decolou pela última vez.
A identidade do piloto foi confirmada pelo proprietário do hangar onde a aeronave ficava estacionada. Foi ele quem acionou as equipes de socorro após ouvir um forte estrondo enquanto estava em casa, nas proximidades do aeroporto.
Henrique pilotava um Embraer EMB-810, de matrícula PT-WYQ, utilizado em operações de táxi aéreo. A aeronave decolou por volta das 6h40 e caiu poucos minutos depois em uma área de mata localizada a menos de um quilômetro da pista do Aeroporto Santa Maria.
Além do piloto, uma passageira também morreu. Até a última atualização desta reportagem, a identidade da mulher ainda não havia sido oficialmente divulgada.
Cenário de destruição
Após horas de buscas, equipes do Corpo de Bombeiros localizaram a aeronave completamente destruída em meio à vegetação. Segundo o médico da corporação, André Luiz Jaques, a violência do impacto tornou impossível qualquer chance de sobrevivência.
"Pelo que a gente viu ali, com duas vítimas, mas a situação é bem crítica. Só de a gente olhar, a gente vê que é uma situação incompatível com a vida mesmo", afirmou.
O bombeiro descreveu que o avião ficou totalmente retorcido. "A aeronave está toda retorcida. As peças a gente não consegue nem saber do que é exatamente. Realmente virou uma caixinha de fósforo", relatou.
No local, os destroços ficaram espalhados por cerca de 20 metros. Apesar da destruição, a aeronave não explodiu após o impacto, embora um forte cheiro de combustível tenha permanecido na área.
Um dos poucos equipamentos preservados foi a chamada "caixa laranja", que poderá auxiliar na investigação sobre as causas do acidente.
A principal hipótese investigada é que o piloto tentava retornar ao Aeroporto Santa Maria ou realizar um procedimento de pouso de emergência quando o avião caiu antes de alcançar a pista.
As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelos órgãos responsáveis.
Segundo consulta à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Embraer EMB-810 estava com situação regular de aeronavegabilidade, autorização para operar como táxi aéreo e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 4 de junho de 2027.








