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há 2 horas

Piloto morto em queda de avião em Campo Grande deixa filha pequena: 'minha riqueza'

Henrique Martin e a pesquisadora Lydia Theresia Mocklinghoff faleceram durante um acidente aéreo ocorrido nesta sexta

03/07/2026 às 16:11 | Atualizado 03/07/2026 às 15:21 Brenda Souza
Reprodução/Redes Sociais

O piloto Henrique Martin, que morreu na queda de um avião de pequeno porte na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande, deixou uma filha pequena. Experiente na aviação sul-mato-grossense, ele era conhecido por compartilhar nas redes sociais registros de voos e pousos no Aeroporto Santa Maria, de onde decolou pela última vez.

Nas redes sociais, Henrique compartilhava suas três paixões, sendo a aviação, a esposa e uma filha pequena de 6 anos.

Em uma das declarações, ele chegou a mencionar que ela era sua futura piloto. Em várias imagens, é possível ver a filha de Henrique na cabine de um avião, sentadinha tirando foto com o comunicador na cabeça.

Porém, pai e filha foram separados por um trágico acidente aéreo ocorrido na manhã desta sexta-feira (3).

Henrique pilotava um Embraer EMB-810, de matrícula PT-WYQ, utilizado em operações de táxi aéreo. A aeronave decolou por volta das 6h40 e caiu poucos minutos depois em uma área de mata localizada a menos de um quilômetro da pista do Aeroporto Santa Maria.

Além do piloto, a pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff também faleceu no acidente.

Após horas de buscas, equipes do Corpo de Bombeiros localizaram a aeronave completamente destruída em meio à vegetação.

No local, os destroços ficaram espalhados por cerca de 20 metros. Apesar da destruição, a aeronave não explodiu após o impacto, embora um forte cheiro de combustível tenha permanecido na área.

A principal hipótese investigada é que o piloto tentava retornar ao Aeroporto Santa Maria ou realizar um procedimento de pouso de emergência quando o avião caiu antes de alcançar a pista.

As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelos órgãos responsáveis.

Segundo consulta à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Embraer EMB-810 estava com situação regular de aeronavegabilidade, autorização para operar como táxi aéreo e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 4 de junho de 2027.