Saúde

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Prefeitura 'mete facão' no vale-alimentação de servidores da Saúde; valor sai de R$ 600 para R$ 200

Medida é anunciada no mês em que Sesau recebeu, ao menos, R$ 13,1 milhões em repasses federais

21/09/2026 às 11:00 | Atualizado 21/09/2026 às 10:52 Brenda Souza
Prefeitura Campo Grande / Divulgação/PMCG

A prefeitura de Campo Grande reduziu o valor do auxílio-alimentação pago a servidores efetivos da área da Saúde por meio de um decreto publicado no Diogrande (Diário Oficial) desta segunda-feira (21). O benefício, que atualmente é de R$ 600, passará para R$ 400 a partir de novembro deste ano e cairá novamente para R$ 200 em novembro de 2027.

A regra prevê ainda a revogação dos decretos que regulamentam o benefício a partir de abril de 2028.

A redução ocorre no mesmo mês em que a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) recebeu notificações sobre mais de R$ 13 milhões em repasses do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Entre os recursos estão R$ 6,99 milhões notificados em 2 de setembro. O valor inclui R$ 3,1 milhões destinados à nefrologia, R$ 3,78 milhões referentes ao Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC) e R$ 108,1 mil para o programa Agora Tem Especialistas.

No dia seguinte, a Sesau recebeu a notificação de outros R$ 6,03 milhões. Desse total, R$ 4,61 milhões são referentes à assistência financeira complementar da União para o pagamento do Piso Salarial dos Profissionais da Enfermagem.

Também foram registrados repasses para ações de vigilância sanitária, atenção primária e emergências em saúde pública. A entrada do dinheiro, apesar de não significar disponibilidade para uso com o vale-alimentação, aponta que a prefeitura está recebendo ajuda nacional para manter a saúde funcionando minimanete em Campo Grande, mas ainda assim, apesar do aporte, tem estrangulado cada vez maiz as contas.

Falta de dinheiro

Desde o ano passado, a prefeitura alega estar enfrentando problemas financeiros na área da saúde, com redução de repasses, falta de verba para pagamento de fornecedores e outros atrasos que têm prejudicado os campo-grandenses.

A prefeitura já havia admitido em outras oportunidades o atraso em pagamentos durante a prestação de contas da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) do último quadrimestre de 2025, realizada em fevereiro de 2026.

Durante a sessão, o secretário de Saúde, Marcelo Vilela, e vereadores debateram a falta de medicamentos, o atraso nos repasses e a falta de médicos.

O secretário Marcelo Vilela argumentou que o município aplicou 30,62% de sua arrecadação na saúde em 2025. Vilela atribuiu as dificuldades do sistema ao repasse de verbas federais, referindo-se à situação como "subfinanciamento".

A reportagem procurou a prefeitura para falar sobre o tema, mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.