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Ação da PF e Gaeco termina com 11 presos por fraude milionária em MS e Ribeirão Preto

Entre os presos estão dois advogados, empresários e servidores municipais

1 SET 2016
Thiago de Souza
19h20min

Ação realizada por agentes da da Polícia Federal e do Gaeco (Grupo de Apoio Especial do Crime Organizado), de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (1),  resultou na prisão de 11 pessoas investigadas na operação Sevandija, que apura fraudes cometidas na administração municipal de Ribeirão Preto, por agentes públicos, políticos e representantes de empresas privadas sediadas em várias cidades, inclusive Mato Grosso do Sul.

 A quadrilha teria movimentado R$ 203 milhões e a ordem das prisões foi da  4ª Vara Criminal da Comarca de Ribeirão Preto. Das prisões realizadas, 10 foram em Ribeirão Preto e uma em Santos.
 
Entre os suspeitos presos estão o secretário municipal de Educação, Ângelo Invernizzi Lopes, e o superintendente do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), Marco Antônio dos Santos.
 
Além deles, dois advogados, dois funcionários da Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto (Coderp), um servidor do Daerp e quatro empresários também foram presos. Os nomes dos outros presos não foram divulgados.

Ao todo, 13 mandados de prisão foram cumpridos e outros dois suspeitos foram localizados, mas não foram presos porque estão fora do país. Além das prisões, foram cumpridas 17 conduções coercitivas, incluindo as de nove vereadores, que foram levados para a PF.

A sócia de uma empresa que estaria envolvida no sistema de fraude em Ribeirão Preto também foi presa. Os policiais também vasculharam a residência dela e levaram computadores e documentos. 

De acordo com nota do Gaeco, esse órgão, junto com a PF, vinha investigando denúncias de irregularidades na administração municipal e na Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto desde julho do ano passado. 

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