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Polícia

Acusado de feminicídio na Moreninha tinha passagem por violência doméstica desde 2008

Todas as vítimas agredidas por Daniel Lírio procuraram a delegacia e pediram medida protetiva; Gilka não havia denunciado o marido

05 dezembro 2023 - 14h15Por Vinicius Costa

Daniel Souza Lirio, de 42 anos, acusado de matar sua companheira Gilka Simone Nunes, de 47 anos, com golpes de facas no final da tarde desta segunda-feira (4), na região da Moreninha, em Campo Grande, já tinha um histórico violento e com diversas passagens por violência domésticas desde o ano de 2008.

A informação foi divulgada pela delegada Elaine Benicasa, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), durante coletiva para dar mais detalhes sobre o caso, principalmente qual teria sido a motivação, que seria uma discussão envolvendo o filho mais velho da vítima.

Conforme a delegada, chama a atenção que as passagens seriam unicamente de violência doméstica envolvendo suas ex-companheiras, sobrinhas e outras mulheres. Elas procuraram atendimento da polícia e registraram uma denúncia contra ele, além de pedir medida protetiva para evitar contato com o agressor.

Porém, não foi o mesmo caso de Gilka que mesmo em meio as discussões, brigas constantes e até agressões no relacionamento de cerca de 7 anos, não denunciou seu companheiro, tampouco pediu medida protetiva.

"Ele possui boletins de ameaça, lesão corporal contra duas ex-conviventes, contra uma namorada, contra a sobrinha e contra a sogra. Contra ela [Gilka], não havia nenhum registro de boletim de ocorrência que constatamos, muito menos uma medida protetiva. Se fizermos um raciocínio, podemos até dizer que as outras mulheres se salvaram de uma possível agressão fatal deste autor e infelizmente, a Gilka, não teve essa mesma sorte".

Feminicídio

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o suspeito foi flagrado por uma equipe da CCRMS Via andando às margens da BR-163. O mesmo estava portando duas facas e apresentava ferimentos pelo corpo.

De primeiro momento, uma equipe da PRF foi acionada e prestou atendimento ao suspeito. Após o atendimento, os policias começaram a interrogá-lo sobre os ferimentos, onde ele informou que havia tido um desentendimento com a esposa.

Neste momento, outras equipes da PRF chegaram ao local e o suspeito passou o endereço da residência onde houve o desentendimento com a esposa. Ao chegar na casa, os policiais encontraram marcas de sangue logo na entrada e em seguida já encontraram Gilka morta.