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Polícia

Acusado de matar criança diz que passou por ‘tribunal do crime’ e ganhou perdão do pai do menino

Réu diz que bala que matou menino foi disparado por rival e inocentou amigo em depoimento

23 agosto 2018 - 10h15Por Diana Christie e Anna Gomes

Um dos acusados de matar o menino Matheus Garcia Cabral, 11 anos, o réu Jefferson Osmar Teixeira Ramão, 30 anos, alega que foi julgado pelo ‘tribunal do crime’ dentro do presídio e só continua vivo, pois recebeu o perdão do pai da criança, que também está preso.

A declaração ocorreu na manhã desta quinta-feira (23), durante julgamento oficial, que ocorre no 2º Tribunal do Juri, em Campo Grande. Ele alega que não foi morto pelas facções criminosas que atuam nos presídios, pois conquistou a confiança do pai de Matheus, que virou seu parceiro na Gameleira.

Ele declarou ainda que a bala que atingiu e matou Matheus não saiu do seu revólver, mas sim de seu rival Anderson Patrício de Oliveira, conhecido com Maninho. Ele alega que tinha uma rixa antiga com Anderson, que seria de facção criminosa e com longa ficha criminal, e os dois faziam um acerto de contas na ocasião.

Jefferson ainda inocentou o amigo, que também está em julgamento, Valmor Martins Cabreira, 31 anos. Algumas testemunhas disseram que Valmor ajudou Jefferson no crime, dando cobertura em um veículo, mas o acusado diz que estava sozinho, a pé, no momento do assassinato.

Foto: Anna Gomes

O caso

Segundo a polícia, com base em perícia no local do crime, Jefferson atirou para matar Anderson, mas errou a mira e acertou Matheus Garcia Cabral, 11 anos, que estava em um portão nas proximidades. O crime ocorreu por volta das 21h de 22 de dezembro de 2013, na Rua Elídio Pinheiro, Parque do Sol.