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Polícia

26/09/2017 19:00

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Agente alega que andava armado até em shows após assassinatos de amigos por presidiários

Joseilton é acusado de matar um jovem durante show, no último sábado, em Campo Grande

Em seu depoimento para a polícia, o agente penitenciário Joseilton de Souza Cardoso, 37 anos, alegou que foi armado para o show da dupla Henrique e Juliano, pois vários colegas sofrem ameaças de facções criminosas e quatro de seus companheiros de profissão foram assassinados por presidiários.

“Joseildo afirmou que o desentendimento realmente ocorrera na fila do banheiro e que três homens o agrediram, que não estava bebendo no local, que ingeriu bebida alcóolica em casa, antes de sair, que foi armado ao show porque sua categoria tem sido alvo de ataques de facções criminosas e quatro de seus colegas já foram assassinados, somente neste ano”, diz relatório da polícia.

Joseilton é acusado de matar o pedreiro Adilson Ferreira dos Santos, 22 anos, com um tiro no tórax na noite do último sábado (23). A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu próximo à escada de acesso ao camarote do show, que aconteceu no estacionamento do Shopping Bosque dos Ipês, na saída para Cuiabá.

Um primo da vítima diz que Joseildo estava passando mal próximo ao banheiro e Adilson tentou ajudá-lo, o segurando pela cintura. O agente penitenciário então teria então empurrado o pedreiro, que revidou com outro empurrão. A partir daí, Joseilton teria sacado a arma e atirado.

Para a polícia, o agente penitenciário alegou que deu apenas um tiro “por memória muscular”, reação para a qual foi treinado, “tão somente para afastar os agressores, e que não teve intenção de matar”. No entanto, testemunhas alegam que ele não chegou a se identificar como autoridade policial e que teria dito que era do FBI.

Habeas corpus

O desembargador Dorival Moreira dos Santos negou, nesta segunda-feira (25), o pedido de habeas corpus de Joseilton. “A custódia cautelar se justifica para a garantia da ordem pública, considerando-se a gravidade em concreto do delito de homicídio supostamente cometido pelo paciente, o qual é agente penitenciário federal e efetuou disparo de arma de fogo contra a vítima”, destaca.

Para o desembargador não houve constrangimento ilegal. Mas, apesar da negativa, Dorival determinou que Joeilton fique isolado em uma cela para que não seja agredido por outros presos por conta da sua profissão.

“No que se refere à alegação de que há risco à integridade física do paciente caso permaneça em contato com outros detentos no presídio para o qual será transferido, considerando-se que se trata de agente penitenciário federal, recomendável que permaneça em cela isolada dos demais presos”, determinou.

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