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Polícia

Agentes penitenciários cruzam os braços por 24 horas e greve geral não está descartada

Servidores reivindicam melhores condições de trabalho

05 setembro 2016 - 15h17Por Kerolyn Araújo

Agentes penitenciários de todo o Mato Grosso Sul cruzaram os braços nesta segunda-feira (5), em forma de protesto contra as condições de trabalho e descaso das autoridades diante da violência que os servidores vêm sofrendo dentro dos estabelecimentos penais. Na semana passada, um servidor do Presídio de Segurança Máxima de Naviraí foi baleado após deixar o filho na creche. Uma possível greve não está descartada.

Durante a manhã, agentes penitenciários reuniram-se em frente ao Presídio de Segurança Máxima da Capital, onde reivindicaram melhores condições de trabalho. Conforme informações do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Sinsap-MS), a paralisação terá duração de 24 horas e, durante esse tempo, apenas serviços prioritários, como alimentação, saúde e banho de sol dos detentos serão mantidos. 

Segundo o presidente do sindicato, André Luiz Santiago, uma reunião com o Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, está marcada para o dia 8. Caso o governo não apresente uma solução para os problemas, os servidores poderão entrar em greve.  

"É inadmissível o que vem acontecendo. Os servidores estão sendo reféns de um Sistema Penitenciário caótico, em que suas vidas estão sendo colocadas em risco constante, e o governo se nega a enxergar está situação e não faz nada. Se o governo continuar com essa postura, não descartamos a possibilidade de uma greve ”, disse Santiago.

Em abril deste ano, seis agentes penitenciários do Presídio de Segurança Máxima da Capital foram envenenados. A perícia encontrou substância utilizada para matar rato no café dos servidores. 

 

 

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