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Rio Verde de Mato Grosso

26/02/2024 19:00

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Aparecida diz que foi estrangulada na noite que matou marido

Ela afirma que era constantemente agredida e ameaçada de morte pelo companheiro

Aparecida Garay, de 42 anos, alega que matou o marido Antônio Ediezio Senarega Lopes, de 49 anos, após ser estrangulada e enforcada por ele. Ela afirma que era constantemente agredida e ameaçada de morte pelo companheiro.

Os advogados de Aparecida requereram a revogação da prisão preventiva. Segundo eles, Aparecida cometeu o crime durante agressões, podendo responder o processo em liberdade.

Em pedido de liberdade provisória, os defensores pedem que pese para Justiça a falta de antecedentes criminais e as ameaças sofridas pela vítima. Conforme os advogados, Aparecida fugiu por medo de represálias e por temer pela vida do filho.

Conforme eles, ela teria utilizado o trator para pedir ajuda na fazenda vizinha, porém, quando percebeu a presença de carros, escondeu-se no pasto, sem saber que se tratava da polícia.

O crime

Aparecida é acusada de matar o marido a facadas na Fazenda Primavera, na região da Serra da Alegria, cerca de 50 quilômetros de Rio Verde de Mato Grosso. O crime foi denunciado pelo gerente da propriedade, que ligou para a polícia.

Os policiais foram até o local e encontraram o corpo de Antônio em uma das varandas da casa sob uma poça de sangue. Ele apresentava uma perfuração na altura do peito.

O que chamou a atenção dos policiais é que o corpo estava em posição de crucifixo, com os braços abertos e um pé sobre o outro. A mulher não estava no local.

As autoridades perceberam que um trator da fazenda sumiu e, com isso, foi constatado de que Aparecida havia fugido.

Apesar da chuva intensa, os policiais militares e civis seguiram os rastros do trator e o encontraram abandonado próximo a uma vegetação densa. Aparecida estava escondida na mata, deitada no chão junto ao filho de 18 anos.

Segundo informações policiais, a mulher confessou que deu uma facada no marido, após terem discutido e Antônio a ter agarrado pelo pescoço. Ela se apossou de uma faca e desferiu um golpe contra o peito do marido que, ferido, deu alguns passos e caiu na varanda.

Durante prisão, mãe e filho apresentaram versões desconexas, o que levou a polícia a acreditar, em um primeiro momento, de que ambos haviam cometido o crime. Os dois chegaram a receber voz de prisão, porém, Aparecida confessou ter cometido o crime sozinha.

Segundo ela, o jovem estava dormindo quando matou o marido, não presenciando o crime. Ele foi incluído no inquérito apenas como testemunha.

A Polícia Cientifica de Coxim foi acionada e realizou os procedimentos no local do crime para dar continuação à investigação do homicídio. O corpo foi encaminhado para o Imol (Instituto Médico Odontológico Legal) e será posteriormente liberado para sepultamento. O caso é investigado.

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