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Polícia

Assassino de mulher que revidou assédio com tapa é condenado em MS

Ele teria ‘passado a mão’ na vítima que revidou com um tapa e acabou sendo assassinada pelo assediador

29 novembro 2018 - 12h58Por Anna Gomes

Elias Lazaro Cavalheiro de 43 anos, conhecido como ‘’neguinho marcolino’’ foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão pelo assassinato da jovem Tatiane Dias da Silva de 20 anos, morta com pelo menos cinco tiros nas costas. O crime aconteceu em 18 de agosto do ano passado, na varanda da casa da vítima, localizada na Rua Ayres de Lima no distrito de Prudêncio Thomaz em Rio Brilhante, município distante aproximadamente 160 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o site Rio Brilhante em Tempo Real, a sentença foi dada nesta terça-feira (27) durante julgamento ocorrido no tribunal do júri no Fórum de Rio Brilhante.

‘submetido a julgamento nesta data, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e materialidade do crime de homicídio, acolhendo as qualificadoras do motivo fútil e do feminicídio, afastando a do recurso que dificultou a defesa da vítima’’, diz a condenação.

A pena fixada foi de 19 anos de reclusão, porém devido a confissão do acusado foi reduzida. O cumprimento da pena é em regime fechado, como Elias já estava preso, ele foi encaminhado de volta a Penitenciária da cidade após ouvir a sentença.

Tatiane que na época com 19 anos, tinha suspeita de estar grávida de um mês. Ela teria reagido a um assedio feito por ‘’neguinho marcolino’’ que estava em um bar em frente à casa da vítima ingerindo bebida alcoólica. Ao ir ao bar, comprar bebida em companhia do namorado, o acusado teria ‘’passado a mão’’ em Tatiane que revidou tal fato com um tapa no rosto de Elias. Ele nega que tenha assediado a vítima, diz que apenas esbarrou nela.

Depois desse episódio no bar, o acusado saiu do local, foi até sua casa trocou de roupas, pegou um revólver e foi até a casa de Tatiane que estava sentada na varanda de sua casa em frente ao bar. Ela ainda tentou correr, mas foi alvejada com os disparos e morreu na hora.

Depois do crime, Lazaro fugiu, mas se apresentou quatro dias depois na companhia de um advogado, porém, como já estava com mandado de prisão pedido pela autoridade policial e expedido pela justiça, acabou preso após prestar depoimento.


Na época, ele negou que tenha assediado Tatiane e alegou que apenas esbarrou na vítima. Negou ainda que tenha ido a casa buscar a arma, dizendo que estava no bar com o revólver na cintura.

O assassinato de Tatiane causou grande comoção no distrito entre amigos e familiares. Ela deixou um filho pequeno.