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Boletim de ocorrência releva que homem não esquece ex há 35 anos

Stalkeando a amada

18 FEV 2014
Renan Gonzaga
17h30min
(Foto: Reprodução/Internet)

O poeta inglês William Shakespeare escreveu sobre as agruras de reviver traumas antigos – “Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente” – e eis que hoje, em Campo Grande, um fato policial saltou aos nossos olhos em meio a tantas ocorrências do cotidiano.

Por questões de privacidade, usaremos apenas as iniciais dos envolvidos ao contar essa história que, à primeira vista, se trata de um assédio à beira da loucura. M.M.R, (56 anos) – ex-namorado e o autor que motivou o registro do boletim de ocorrência por M.C.L.P. (54 anos), ex-namorada e comunicante à polícia.

M.M.R e M.C.L.P se relacionaram entre os anos de 1979 e 1984. Na época, o término do romance, segundo o registro da Polícia Civil, foi muito traumático. O namorado chegou a manter a “amada” em cárcere privado em Dourados e na ocasião, um delegado de polícia foi acionado para que M.M.R não importunasse mais a jovem mulher . Ela foi para o Rio de Janeiro terminar os estudos e o ex-namorado nunca conseguiu esquecê-la.

Em 1985, ocorreu uma nova tentativa de contato pelo ex-namorado, chegando a descobrir o telefone da ex em uma grande cidade do Brasil. M.M.R não aceitava o fim do namoro, chegando a ameaçá-la, prometendo que “Deus faria justiça.”

Os anos se passaram, mas não foram suficientes para que o ex-namorado M.M.R esquecesse M.C.L.P. Com o advento das redes sociais, o homem encontrou o alvo de suas buscas décadas a fio por meio do Facebook e a mulher, casada há 15 anos, voltou a ter dores de cabeça e voltar a sofrer as perseguições.

Uma prática intrusa e mesmo perigosa, chamada de “cyberstalking”, pode definir o caso que a mulher de 54 anos a registrar um boletim de ocorrência. O ex-namorado não só obteve o telefone da mãe da vítima, bem como o seu endereço e telefone. A partir daí, cartas fotocopiadas da época de namoro, juntamente com fotos da década de 70 começaram a chegar pelos Correios.

A vítima registrou hoje um Boletim de Ocorrência e aguarda o desfecho da situação, além de esperar que a polícia judiciária tome providências para que o caso bizarro tenha um final feliz.

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