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Polícia

Criança de 2 anos é internada com fraturas no corpo; padrasto é preso

O pai da menina acionou a Polícia Militar

03 maio 2021 - 08h29Por Dany Nascimento

Uma criança de dois anos foi internada na noite de ontem (2), após o pai identificar diversos hematomas pelo corpo da filha. 

Ele acionou a Polícia Militar e a criança foi levada para o  Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte,

A Polícia apura suspeita de agressão por parte do namorado da mãe da vítima. Segundo o G1, a criança vive com a mãe, mas neste domingo (2) ela foi levada pelo avô materno para a casa do pai, com quem passaria o dia. 

"Ao chegar lá, a criança estava com uma lesão na altura da testa e o avô disse que ela caiu da cama", informou o tenente Wendell Rômulo, da 8ª Companhia da Polícia Militar.

No momento em que foi dar banho na menina, o genitor viu diversos hematomas pelo corpo da criança, o que levantou a suspeita de agressão. Ele acionou a PM e foi direcionado à 8ª Companhia, no bairro Alípio de Melo. 

Os agentes suspeitaram dos ferimentos, que eram equivalentes a casos de violência familiar. A menina passa nesta segunda-feira (3), por  exame ginecológico e recebe atendimento psicossocial. 

Ao ser questionada pelo pai, a criança informou que o responsável pelas lesões era o namorado da mãe, cujo relacionamento já dura oito meses.

A avó paterna, que falou em condição de anonimato, disse que o filho se separou da mãe da criança há oito meses e logo na sequência a ex-nora iniciou o relacionamento com o atual companheiro.

Embora o ex-marido dividisse a guarda com a mãe, há um mês ela o impedia de ver a filha. Segundo a avó, a ex-nora sempre alegava que a filha estava com febre ou situações parecidas. A avó também disse que a neta foi categórica ao dizer que o padrasto havia batido nela.

Os policiais militares seguiram em diligência até a casa dele, no bairro Caiçaras, mas segundo os agentes o homem se mostrou incomodado com a presença e hostilizou a equipe e negou as agressões.

A PM informou que o homem foi preso por desobediência e desacato, mas não pela suspeita de agressão já que não houve flagrante. A mãe foi ouvida na Central de Flagrantes (Ceflan), também no bairro Alípio de Melo, e foi liberada. Ela negou que a filha tenha sido vítima de agressão.