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Polícia

Defesa questiona 'condenação social' e diz que pai de criança não tem ligação com morte

Criança estava na casa do pai há 10 dias

17 agosto 2018 - 12h37Por Dourados News

A defesa de Joel Rodrigo Avalo dos Santos, 24 anos, pai do pequeno Rodrigo Moura Santos, 1 ano, morto na manhã de ontem (16) na casa onde o douradense mora com a madrasta dos filhos, Jessica Leite Ribeiro, 21 anos, está trabalhando para amenizar a condenação social até a elucidação completa dos fatos.   

Em entrevista exclusiva ao Dourados News, o advogado Vitor César Cáceres relatou que em conversa com Joel, o douradense se diz “um trabalhador preso com filho sendo enterrado”. 

Por conta da ampla repercussão do caso durante esta quinta-feira (16), a defesa do pai da criança se preocupa com a condenação social fortemente presente nas redes sociais. 

“O que precisamos pontuar nesse exato momento é a condenação social, principalmente nas redes sociais. Já existem várias condenações contra o Joel, o chamando de monstro, enquanto os fatos não se elucidam”, contou Vitor ao Dourados News. 

INOCÊNCIA?

Em conversa com o cliente, Vitor relatou à reportagem que foi informado veementemente da inocência do pai do bebê. 

“Ele me garantiu que não estava em casa. Por trabalhar como padeiro saiu por volta das 6h e cerca de uma hora e meia depois recebeu uma ligação da sogra informando que o filho estaria passando mal. Quando chegou na casa já havia polícia, Samu e foi informado de que a criança estaria morta”, explicou. 

O advogado ressalta que durante a conversa Joel deixou claro que antes de sair de casa a criança estava bem, dormindo e não havia nenhum sinal preocupante. 

“Eu não posso acusar ninguém, eu não posso acusar Jéssica, eu não posso acusar ninguém porque eu não estava lá”, disse Joel ao advogado. 

Agora o empenho da defesa é conseguir que o rapaz venha responder pelas investigações em liberdade. Isso será apresentado na audiência de custódia a ser realizada ainda nesta sexta-feira (17). 

Apesar disso, Joel já foi transferido para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados) após solicitação do delegado responsável pelo caso considerar inviável para a segurança dele permanecer detido no 1° Distrito Policial. 

A solicitação foi atendida pela Justiça e agora o rapaz já está recluso no presídio. A situação da madrasta Jessica é a mesma. Ela deve ser transferida ainda hoje para o presídio feminino de Rio Brilhante ou Jateí. 

RELACIONAMENTO COM A MADRASTA

O Dourados News também questionou a defesa por informações sobre relação entre a madrasta e as crianças e segundo o advogado o que se sabe é que Jessica cuidava dos menores como mãe. 

Há 10 dias as crianças estariam sob os cuidados do pai após a mãe ter supostamente deixado os menores com a babá e desaparecido. 

“Várias vizinhas foram ouvidas pela polícia e relataram que nunca ouviram sinais de maus-tratos ou barulho de agressão. Todos os familiares são pontuais ao relatar o ambiente harmonioso da casa. O negócio agora é esclarecer”, acrescentou.