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Polícia

Exclusivo: Polícia Federal identifica e investiga 4 'reis dos fakes'

24 novembro 2015 - 07h00Por Diana Christie

Deflagrada em 18 de agosto, a Operação ‘Face to Fake’, da Polícia Federal, investiga um ex-assessor da Câmara Municipal e pelo menos mais 12 pessoas que teriam criado páginas e perfis falsos em diversas redes sociais para atacar os candidatos ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul durante as eleições passadas.

De acordo com documentos obtidos com exclusividade pelo Top Mídia News, figuram entre os investigados Silvano Venâncio de Carvalho, Nilson Basilio Guasso, Paulo Roberto Guasso e Adriano Vieira Borges. Eles tiveram os endereços identificados pela PF através de apuração que começou em 2014.

Silvano Venâncio terá atuado nas páginas ‘Os comédias de mentira’, ‘Zé Carioca da Mentira’, ‘João de Deus’, ‘Cleiton Okano’, ‘Aqui o Sistema é Bruto’, ‘Pau na Mula’, ‘O Jogo do Poder’, ‘Lampião do MS’ e ‘Cabra da Peste do MS’, entre junho e 6 de julho do ano passado.

Ele ocupou o cargo de assessor administrativo da Câmara Municipal até abril de 2014 - mesmo sem nomeação - e teria trabalhado para denegrir a imagem dos então candidatos ao Governo, Reinaldo Azambuja (PSDB) e Nelsinho Trad (ex-PMDB). Conforme as investigações, ele acessava a internet de uma casa no Jardim Noroeste.


Nilson Basilio Guasso e Paulo Roberto Guasso seriam parentes e teriam administrado as páginas ‘Golpe Nunca Mais’, ‘O Poderoso Chefão’, ‘De Todos Menos do Povo’, ‘Zecari Hoca’, no Facebook. Os ataques eram direcionados a Reinaldo e ao senador Delcídio do Amaral (PT), entre 26 de junho e 13 de julho. A PF identificou pelo menos quatro endereços ligados aos IP’s utilizados.


Os acessos pelo administrador Adriano Vieira Borges, entre 20 de maio e 9 de junho de 2014, foram realizados de residências no Aero Rancho e na Vila Carvalho. O suspeito teria utilizado a rede de internet registrada em nome da mãe para acessar a página ‘Golpe Nunca Mais'.

A investigação foi motivada pelo excesso de reclamações de candidatos, partidos e coligações registradas no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral). As ofensas partiam, em sua maioria, de perfis ‘fakes’, palavra inglesa que significa falso, no Facebook. Na ocasião, diversas páginas precisaram ser retiradas do ar.

Na manhã de 18 de agosto de 2015, as autoridades policiais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz David de Oliveira Gomes, da 36ª Zona Eleitoral de Campo Grande, que acompanha as apurações. Cerca de 80 agentes participaram da execução da Operação.