A revolta popular ocorrida na Vila Nasser durante a noite de terça-feira (16), onde a casa de um morador suspeito de estuprar crianças foi incendiada, começou por contada 'falta de respostas' do Conselho Tutelar da região, diz o boletim de ocorrência.
Conforme o registro, as autoridades foram acionadas para atender um caso de dano, pois cerca de 100 pessoas estariam atirando pedras em uma residência na Rua Três Marias.
No endereço indicado, os policiais militares encontraram três mães revoltadas e clamando por justiça. Elas então explicaram que o morador do imóvel teria abusado de suas filhas há algum tempo. No entanto, teriam descoberto o caso apenas no domingo (14), após notarem o nervosismo e comportamentos estranhos nas crianças, que tem entre 6 e 10 anos, e procuraram a delegacia para denunciar o caso.
O boletim de ocorrência, elaborado pela polícia civil, destaca que elas não tiveram uma resposta efetiva do Conselho Tutelar, o que motivou a mobilização da comunidade após a história se espalhar.
Os moradores tentaram encontrar o suspeito, mas ele fugiu correndo junto com a esposa. O imóvel foi então incendiado e depredado, o Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas, mas os vizinhos ameaçaram atear fogo novamente durante a madrugada, pois 'não era para sobrar nada casa do abusador'.
A mãe de uma das possíveis vítimas, de 6 anos, contou ainda para a Polícia Militar que a esposa do homem tentou argumentar que "passar a mão e dar beijos não era abuso", por isso a genitora da criança teria que provar as acusações.
Diante dos fatos, todas as partes foram encaminhadas para a DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde acabou sendo registrado como incêndio e dano.







