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'Não acredito que foi acidente', diz esposa de segurança morto com tiro na testa

Família assistiu reconstituição do crime; trabalhador deixou mulher e três filhos

15 SET 2016
Anna Gomes
13h31min
Foto: Esposa de Celso na reconstituição. Foto: Anna Gomes.

A família do segurança Celso de Jesus Gomes, de 40 anos, morto com um tiro na testa dentro de uma agência bancária de Campo Grande, acredita que o disparo não foi acidental e pede justiça.

Celso morreu na tarde do último dia 29 de março. Ele sofreu um disparo de arma de fogo na agência em que trabalhava, localizada na Avenida Coronel Antonino, na Capital. O tiro aconteceu durante a troca de plantão.

Na ocasião, seu colega Arivaldo Gadea Marcelino, também de 40 anos, alegou ter perdido o controle do revólver calibre .38, quando foi passar a arma para Celso, fazendo com que a mesma caísse e realizasse o disparo acidentalmente.

Na manhã desta quinta-feira (15), a Polícia Civil e a Perícia estão fazendo uma reconstituição da morte do segurança na agência. A família do segurança acompanhou toda movimentação ao lado de fora do banco e, como na época do fato, os familiares continuam achando que não existiu acidente.

(Reconstituição nesta manhã de quinta-feira. Foto: Anna Gomes)

A doméstica Eliane Simões, de 38 anos, é esposa da vítima e lamentou a dificuldade que vem enfrentando com o passar do tempo. Celso deixou três filhos, sendo dois adolescentes de 17 e 15 anos, além de uma criança de apenas um ano.

"Não acredito que foi acidente devido à altura do meu marido que tinha quase 1,80 de altura.  Isso aqui está sendo horrível, não entrei na agência para não reviver tudo  novamente. Não quero julgar antes do tempo, mas espero que a justiça seja feita", disse a doméstica.

A irmã do segurança, a eletricista Aparecida Graça de Jesus, de 45 anos, também fez questão de ver a movimentação e não quer que a morte de Celso passe 'em branco'.

(Irmã da vítima. Foto: Anna Gomes)

"Arivaldo não procurou a nossa família para nada depois que tudo aconteceu. Ele não quer dar entrevistas e nem nos cumprimenta. Acho que quem deve não teme e só sei que a morte do meu irmão não foi acidente", destacou.

O delegado da 1ª Delegacia de Polícia Civil, Miguel Said, que está investigando o caso disse que, por volta de 15 dias, o laudo da reconstituição deve ficar pronto e espera resolver o caso com a simulação.

Arivaldo também compareceu à agência acompanhado de um advogado, ele chegou a ficar dois dias preso, mas está respondendo o processo em liberdade.

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