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Polícia

Família é condenada por violentar e estuprar menina por 12 anos seguidos em Corumbá

Somadas, as penas chegam a 138 anos de prisão que envolvem padrasto, mãe e tia da vítima

01 dezembro 2023 - 19h42Por Vinicius Costa

Padrasto, a mãe e uma tia foram condenados por violentar psicologicamente e estuprar de uma garota, hoje com 19 anos, por 12 anos consecutivos em Corumbá - a 426 quilômetros de Campo Grande. As penas foram divulgadas hoje e somadas chegam a 138 anos de reclusão.

Segundo divulgado pela Polícia Civil, os três réus respondiam pelos seguintes crimes: estupro de vulnerável, estupro qualificado e estupro simples, de forma continuada e violência psicológica.

Julgados, o padrasto pegou a maior pena do trio com 68 anos e 10 meses de reclusão pelos crimes cometidos contra sua enteada. A mãe foi condenada a 57 anos e 6 meses de prisão, enquanto a tia recebeu 13 anos e 6 meses.

A investigação foi conduzida pela DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Corumbá e descobriu que os crimes começaram quando a vítima ainda tinha 7 anos. Os abusos e a violência se tornaram frequentes e perduraram por 12 anos, terminando quando a vítima atingiu a maioridade, com seus 19 anos.

A Delegacia da Mulher de Corumbá conduziu as investigações no final do ano de 2022, quando os crimes foram noticiados, por meio de denúncia anônima à Delegada responsável pelo caso. Foi solicitada a prisão preventiva do padrasto, três dias após a oitiva da vítima, bem como foi pedida na época medidas restritivas de direito para as co-autoras, mãe e tia, respectivamente.

Durante as investigações, ficou comprovado que o modus operandi dos autores consistia em negar comida para a vítima, bem como restringir sua liberdade, como forma de perpetrar os abusos sexuais, ao longo de 12 anos, que apenas cessaram após a prisão do autor.

Conforme o que foi apurado, a mãe e a tia da vítima, além de terem participado de forma omissiva, chegaram a participar dos abusos sexuais de forma comissiva. A sentença proferida pelo Poder Judiciário da Corumbá determinou duras penas para os réus, destacando a gravidade do crime cometido contra a vítima.