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Gilmar Olarte come comida do presídio e aguarda soltura

Casal detido há 15 dias não pode receber visita dos familiares

29 AGO 2016
Dany Nascimento
19h03min
Foto: Geovanni Gomes

Diferente da realidade que estava acostumado, com mesa farta no dia-a-dia, o prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte, que completa 15 dias 'atrás das grades', está comendo a refeição oferecida pelo Presídio de Trânsito. De acordo com o advogado de defesa de Olarte, João Carlos Veiga, os familiares não podem levar alimentos para o prefeito afastado, que se alimenta assim como os outros presos.

Desde que foi preso, Gilmar não vê a família, já que nenhum familiar deu entrada na carteirinha que possibilita visita aos domingos. "Os familiares até poderiam visitar ele, mas para isso precisam fazer a carteirinha, só que não achamos necessário porque acreditamos que em breve ele será solto", explica o advogado.

A defesa destaca que continua aguardando uma resposta da Justiça diante dos dois pedidos de Habeas Corpus impetrado, alegando que não existe motivos para manter tanto Gilmar como Andréia Olarte presos, já que todos os documentos foram recolhidos e ambos foram ouvidos.

"Estamos aguardando uma resposta e eu acredito que nessa mesma semana sai o resultado. Entrei com um HC aqui e outro em Brasília, alegando que não existem motivos para manter a prisão porque os dois foram ouvidos e os documentos necessários foram recolhidos pela justiça", diz a defesa.

Questionado sobre a situação de Andréia, que passou mal por duas vezes e precisou ser atendida no hospital da Unimed, João Carlos destaca que sua cliente mantém a calma e continua em uma cela no Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros).

"Ela continua no Garras e eu já conversei com ela, expliquei que entramos com os dois pedidos e ela está tranquila, aguardando uma resposta. Acredito que nesta semana, tanto ela quanto o Gilmar voltam para a casa, afirma o advogado.

Andréia recebe comida dos familiares, que é entregue por policiais ou pelo advogado. "No Garras ela está comendo alimentos levados pelos familiares. Eles levam almoço e janta para ela. Eu entrego ou os próprios policiais".

O casal é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Pecúnia. Andreia é acusada de adquirir diversos imóveis através de transferências bancárias, dinheiro e depósitos, com valores que não condizem com a realidade financeira da família, durante a gestão de Gilmar Olarte na Capital.

De acordo com o processo, o casal contou com a ajuda de Ivamil Rodrigues, que é corretor de imóveis e braço direito da família nas aquisições imobiliárias fraudulentas, e de  Evandro Farinelli, apontado como a pessoa que cedia o nome para que os imóveis fossem adquiridos em nome de Andreia Olarte.

 

 

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