O hacker que reivindicou o ataque cibernético contra o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), na tarde desta quarta-feira (21), afirma já ter protagonizado confrontos com importantes instituições brasileiras, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Identificado como Azael, ele declarou ao TopMídiaNews que considera o caso um problema de dimensão nacional, relacionado, segundo sua própria justificativa, a questões de assédio e violência contra animais. Na mensagem, afirmou que está desafiando diretamente o Poder Judiciário brasileiro.
A reivindicação ocorre após o hacker afirmar que derrubou o portal e os sistemas do TJMS por volta das 14h25. A assessoria do tribunal, no entanto, informou que os serviços continuavam funcionando normalmente. Apontando a falha de acesso a uma manutenção.
O nome de Azael já apareceu em reportagens sobre ataques cibernéticos contra instituições públicas. Em setembro de 2024, a Revista Oeste noticiou que ele reivindicou ataques contra sistemas do STF, da Polícia Federal (PF), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, a ofensiva foi associada a uma retaliação ao bloqueio da rede social X no Brasil.
Em março de 2025, a revista Veja noticiou que a Polícia Federal investigava ataques contra sistemas do STJ, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Petrobras. A reportagem relatou que a página da estatal chegou a ficar fora do ar por algumas horas, enquanto o STJ informou ter bloqueado as tentativas de ataque sem derrubar os sistemas do tribunal.
Mais recentemente, Azael também foi citado em reportagem da Veja publicada em outubro de 2026 sobre a segurança digital do TSE durante o primeiro turno das eleições. Segundo a publicação, o tribunal contabilizou cerca de 40 mil tentativas de ataque, muitas delas do tipo DDoS, que busca sobrecarregar servidores com grande volume de acessos. O hacker era apontado como principal suspeito de parte das ofensivas e já havia anunciado o TSE como alvo.
Apesar das tentativas, a reportagem informou que a lentidão registrada no sistema de divulgação dos resultados eleitorais, que durou cerca de 50 minutos, foi atribuída ao grande fluxo de dados, e não a um ataque cibernético. O TSE também acionou a Polícia Federal para investigar ameaças e ataques contra servidores da Justiça Eleitoral.









