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Polícia

27/03/2026 17:13

Hospital rebate acusação de negligência na morte de adolescente em Nioaque

Rapaz de 16 anos foi visto pela irmã com boca ferida e vestígios de sangue

Hospital de Pequeno Porte Aroldo Lima Couto negou que houve negligência no atendimento ao adolescente João Arthur Santana da Silva, que faleceu em 10 de março, em Nioaque. A família da vítima cita demora no atendimento e marcas estranhas no corpo do paciente. 

Em nota, a unidade garante que o paciente recebeu assistência da equipe de saúde e foi submetido a condutas e protocolos indicados para o quadro clínico do momento. 

Ainda segundo a unidade, o estado de saúde de João Arthur se agravou durante o atendimento e ele foi submetido às medidas necessárias pela equipe médica e enfermagem, que incluiu procedimentos de suporte avançado. Destaca que o óbito ocorreu após todos os esforços das equipes. 

A entidade afirmou que está à disposição da família para prestar esclarecimentos necessários e ressalta que segue ‘’os protocolos técnicos assistenciais aplicáveis aos atendimentos de urgência e emergência’’. 

O caso 

A morte do rapaz gerou forte comoção e questionamentos sobre o atendimento prestado pelo hospital. A acusação de negligência vem da família do garoto, que cobra respostas. 

O menor procurou atendimento pela primeira vez em 5 de março, quando foi medicado e liberado. Três dias depois, voltou com dor de cabeça intensa, febre alta e vômitos. O exame de sangue constatou dengue, sendo ele medicado novamente com soro, vitaminas, dipirona e bromoprida, e liberado.

Na manhã de 10 de março, João Arthur voltou ao hospital com o quadro agravado. Segundo a família, ele apresentava dores nas costas, febre alta, vômitos com presença de sangue, dificuldade respiratória e saturação de oxigênio em 70%. Mesmo com o estado considerado grave, os familiares afirmam que o jovem aguardou cerca de duas horas para atendimento.

Após ser atendido, o adolescente foi colocado no oxigênio e submetido a exames como ecocardiograma, raio-X e teste para Covid-19. Ainda conforme os relatos, ele entrou na unidade caminhando, conversando e até brincando.

Horas depois, de acordo com o site A Princesinha News, a família foi orientada a deixar o quarto para a realização de um procedimento. Os familiares afirmam que não autorizaram qualquer tipo de intubação. Em seguida, foram informados de que o jovem seria transferido para Aquidauana, devido à instabilidade no quadro clínico.

No entanto, antes mesmo de ser colocado na ambulância, o adolescente passou mal e ficou desacordado. A família relata que ficou sem informações por horas até receber, por volta das 20h, a confirmação da morte. O óbito foi registrado no próprio dia 10 de março.

Um dos relatos mais impactantes foi feito pela irmã do jovem nas redes sociais. Segundo ela, ao ver o irmão após o ocorrido, encontrou-o sozinho em uma sala, com sinais de ferimentos na boca e vestígios de sangue.

A família também questiona a ausência de perícia no caso e o fato de o corpo não ter sido encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), além de apontar divergências nas informações sobre a causa da morte. Na certidão de óbito, constam como causas: sangramento não especificado, parada cardiorrespiratória e insuficiência respiratória aguda.

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