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Polícia

05/05/2026 11:07

Influenciadora presa por vender shampoo com bomba de cavalo ganha liberdade em Campo Grande

Ela terá que cumprir medidas cautelares e pagar uma fiança de R$ 4.863,00

A influenciadora e empresária Raylane Diba Ferrari, de 30 anos, presa em flagrante durante uma operação que investigou a venda de produtos veterinários adulterados para uso humano, em Campo Grande, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça nesta terça-feira (5).

A decisão foi tomada durante audiência de custódia do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Apesar de homologar a prisão em flagrante, o juiz determinou a soltura mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Entre as condições impostas está o pagamento de fiança no valor de R$ 4.863. Além disso, Raylane deverá comparecer mensalmente à Justiça para informar e justificar suas atividades, manter o endereço atualizado no processo e não poderá se ausentar da residência por mais de oito dias sem autorização judicial.

A decisão também determina a suspensão de atividades profissionais ligadas aos fatos investigados, especialmente aquelas relacionadas à atuação como médica veterinária. O conselho profissional deverá ser comunicado sobre a medida.

Até o pagamento da fiança, a investigada deverá permanecer em prisão domiciliar. A Justiça considerou o fato de ela ser mãe de uma criança menor de 12 anos, com um filho de dois anos de idade.

Operação

Raylane foi presa na segunda-feira (4) durante uma ação conjunta envolvendo o Ministério da Agricultura, o CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária), o Procon Estadual e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo.

A operação ocorreu em um pet shop localizado na Avenida Souza Lima, no bairro Núcleo Habitacional Universitárias. No local, os fiscais flagraram a manipulação irregular de produtos: um funcionário adicionava um suplemento injetável de uso veterinário em frascos de shampoo da marca “Good Horse”, que depois eram lacrados e vendidos pela internet.

De acordo com as investigações, os produtos eram comercializados para uso humano, com divulgação em redes sociais. A polícia aponta que a prática era coordenada pela proprietária do estabelecimento.

Durante a fiscalização, caixas com produtos prontos para envio foram apreendidas, e amostras foram encaminhadas para perícia.

Os envolvidos foram levados à delegacia, e o caso segue em investigação.

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