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Investigação aponta para falcatruas em licitações e desvio de dinheiro público

Busca e apreensão aconteceu desde a casa de Ary Rigo até o Tribunal de Contas do Estado

29 AGO 2017
Liziane Berrocal
16h41min
Operação teve início pela manhã desta terça-feira Foto: Foto: André de Abreu

Em nota oficial expedida pelo MPE (Ministério Público Estadual) apontou que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) prendeu o ex-deputado Ary Rigo por suspeita da prática dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção face a sua ligação com a empresa DIGITHOBRASIL (nome fantasia DIGIX), a qual, ao longo dos últimos anos, celebrou contratos de informática com o Poder Público Estadual, que lhe renderam considerável recebimento de dinheiro público.

A prisão temporária foi autorizada pelo Juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, da comarca de Campo Grande. Além dele também foi preso temporariamente Jonas Schimidt das Neves, sócio da empresa DIGITHOBRASIL e seu secretário Claudinei Mastins Rômulo. A prisão temporária tem prazo de cinco dias prorrogável por mais cinco.

Também foram presos preventivamente o diretor presidente do Detran-MS Gerson Claro Dino, o diretor adjunto Donizete Aparecido da Silva, o chefe de departamento Erico Mendonça, Diretor de Administração e Finanças Celso Braz de Oliveira Santos e Gerson Diretor de Tecnologia.

Já entre os empresários foram presos José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos, sócios e ex-sócio da empresa Pirâmide Informática e o servidor público Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, servidor público estadual lotado na Secretaria de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Durante a operação os agentes apreenderam aproximadamente 95 mil reais em posse de um dos alvos, além de milhares de documentos, computadores, notebooks, tabletes, e celulares de todos os alvos.

Da casa de Rigo ao Tribunal de Contas

A operação que tem como foco apurar a existência de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com investigação que teve início em 2015 e tem como objeto contratos celebrados entre empresas da área de tecnologia da informação (informática) e o Poder Público Estadual cumpriu 29 mandados de busca e apreensão que foi desde a casa do ex-deputado Ary Rigo a um gabinete no Tribunal de Contas do Estado.

O alvo lá foi o servidor do TCE Parajara Moraes Alves Júnior, lotado no Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul. Os policiais também buscaram documentos e equipamentos em sua casa.

Os mandados também foram cumpridos na casa e gabinetes de todos os diretores do Detran-MS citados e de Luiz Alberto de Azevedo na Secretaria de Governo de Mato Grosso do Sul.

Entre as empresas os investigadores estiveram na  DIGITHOBRASIL, A3A (nome fantasia Digitec) e M3M (nome fantasia Digitho), todas localizadas no mesmo endereço em Campo Grande. ) Na empresa M2 Comunicações que tem o nome fantasia de Produtora Casabrasil, na  Pirâmide Central Informática e Pirâmide de Contabilidade e na Master Case Digital Business.

Entre as casas que receberam os investigadores para busca e apreensão estão a residência de Suely Aparecida Carrilhões de Almoas Ferreira, sócia da DIGITHO, a residência de Claudinei Martins Rômulo, a residência, propriedade rural e escritório de Jonas Schimidt das Neves.

Ainda foram cumpridos mandados nas residências de José do Patrocínio Filho, Anderson da Silva Campos e Fernando Roger Daga. Também na residência e a empresa North Consult, ambas de propriedade de José Sérgio de Paiva Júnior;

Força Tarefa

A Operação teve a participação de todos os Promotores de Justiça e policiais do GAECO, que contaram com o apoio também dos Promotores de Justiça da Capital e do interior do Estado, servidores do GAECO e da área de Tecnologia da Informação e Inteligência do Ministério Público Estadual.

As investigações continuarão em andamento, agora com foco na análise de todo o material apreendido e oitiva de todos os envolvidos.

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