Uma mulher de Campo Grande denunciou ter sido vítima de estupro durante uma corrida por aplicativo na madrugada deste sábado (12). Segundo o relato, o motorista a teria mantido presa dentro do veículo e a obrigado a praticar atos sexuais após deixá-la em frente à própria casa, na região da Avenida Júlia de Castilho.
A vítima, identificada como Carolina Geovanna da Silva Rossi, de 20 anos, contou que havia saído de uma festa na região central e solicitou uma corrida por volta das 4h. Ela estava sozinha e, antes de entrar no veículo, informou ao motorista que seria a única passageira.
Durante o trajeto, Carolina pediu a chave Pix ao motorista porque o celular estava prestes a descarregar. Segundo ela, o pagamento foi feito antes da chegada ao destino.
Ao chegar perto da residência, o motorista teria parado o carro em frente à casa. Quando ela perguntou se o pagamento havia sido identificado, o homem teria feito comentários sobre sua aparência e, em seguida, trancado as portas do veículo.
De acordo com o relato, o motorista teria exposto as partes íntimas e começado a insistir para que ela se aproximasse. A vítima afirma que recusou as investidas.
“Ele então saiu e entrou na porta traseira. Passando a me agredir e a forçar os atos sexuais. Tentei abrir a porta, mas não consegui. Ele puxou muito minha cabeça, meus cabelos”, detalhou ela.
A vítima relatou que conseguiu abrir a porta depois de insistir na alavanca e saiu correndo para dentro de casa. Segundo ela, o motorista permaneceu por alguns instantes em frente à residência, olhando para o celular e para o imóvel, antes de deixar o local.
Após conseguir entrar em casa, Carolina gravou vídeos relatando o ocorrido e publicou o material nas redes sociais. As publicações tiveram grande repercussão e, segundo ela, outras mulheres entraram em contato afirmando terem passado por situações envolvendo o mesmo motorista.
A mulher afirma ainda que pelo menos duas pessoas devem prestar esclarecimentos à polícia na próxima semana. Uma delas teria relatado que o motorista perseguiu uma mulher durante uma corrida. Outra teria contado que o homem insistiu para obter seu número de WhatsApp.
Depois da denúncia, Carolina procurou a Casa da Mulher Brasileira, onde registrou boletim de ocorrência. O caso foi registrado na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) como estupro.
Ela também passou por exame de corpo de delito, solicitou medida protetiva e recebeu atendimento da rede de assistência. Posteriormente, procurou atendimento de saúde para realização de testes relacionados a infecções sexualmente transmissíveis.
Nas redes sociais, a vítima afirmou que decidiu tornar o caso público para alertar outras mulheres e ajudar na identificação do motorista.








