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Polícia

há 35 minutos

Jovem denuncia motorista de aplicativo por estupro no Jardim Petrópolis (vídeo)

A vítima procurou a Deam para registrar o caso e descobriu que outras duas mulheres já teriam sido alvo do suspeito

Uma mulher de Campo Grande denunciou ter sido vítima de estupro durante uma corrida por aplicativo na madrugada deste sábado (12). Segundo o relato, o motorista a teria mantido presa dentro do veículo e a obrigado a praticar atos sexuais após deixá-la em frente à própria casa, na região da Avenida Júlia de Castilho.

A vítima, identificada como Carolina Geovanna da Silva Rossi, de 20 anos, contou que havia saído de uma festa na região central e solicitou uma corrida por volta das 4h. Ela estava sozinha e, antes de entrar no veículo, informou ao motorista que seria a única passageira.

Durante o trajeto, Carolina pediu a chave Pix ao motorista porque o celular estava prestes a descarregar. Segundo ela, o pagamento foi feito antes da chegada ao destino.

Ao chegar perto da residência, o motorista teria parado o carro em frente à casa. Quando ela perguntou se o pagamento havia sido identificado, o homem teria feito comentários sobre sua aparência e, em seguida, trancado as portas do veículo.

De acordo com o relato, o motorista teria exposto as partes íntimas e começado a insistir para que ela se aproximasse. A vítima afirma que recusou as investidas.

“Ele então saiu e entrou na porta traseira. Passando a me agredir e a forçar os atos sexuais. Tentei abrir a porta, mas não consegui. Ele puxou muito minha cabeça, meus cabelos”, detalhou ela.

A vítima relatou que conseguiu abrir a porta depois de insistir na alavanca e saiu correndo para dentro de casa. Segundo ela, o motorista permaneceu por alguns instantes em frente à residência, olhando para o celular e para o imóvel, antes de deixar o local.

Após conseguir entrar em casa, Carolina gravou vídeos relatando o ocorrido e publicou o material nas redes sociais. As publicações tiveram grande repercussão e, segundo ela, outras mulheres entraram em contato afirmando terem passado por situações envolvendo o mesmo motorista.

A mulher afirma ainda que pelo menos duas pessoas devem prestar esclarecimentos à polícia na próxima semana. Uma delas teria relatado que o motorista perseguiu uma mulher durante uma corrida. Outra teria contado que o homem insistiu para obter seu número de WhatsApp.

Depois da denúncia, Carolina procurou a Casa da Mulher Brasileira, onde registrou boletim de ocorrência. O caso foi registrado na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) como estupro.

Ela também passou por exame de corpo de delito, solicitou medida protetiva e recebeu atendimento da rede de assistência. Posteriormente, procurou atendimento de saúde para realização de testes relacionados a infecções sexualmente transmissíveis.

Nas redes sociais, a vítima afirmou que decidiu tornar o caso público para alertar outras mulheres e ajudar na identificação do motorista.

 

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